Estudos interessantes

Publicado Quarta, 26 Setembro 2018 17:40

Paulo André Mendes / Geógrafo e jornalista, colaborador da ArcaAmaserra / www.amaserra.org

Olá, leitor! Nesta edição eu gostaria de comentar com você acerca de dois estudos que foram divulgados recentemente.

O primeiro se trata de uma pesquisa promovida pela conhecida ONG WWF – o WWF queria saber como andam os pensamentos de nós, brasileiros, sobre as áreas verdes do país. Em especial os parques nacionais e estaduais.

Veja só, em síntese, os resultados.

Segundo a pesquisa, os brasileiros estão cada vez mais interessados pelas áreas verdes do país.

O percentual de entrevistados que disse desejar mais contato com a natureza do que têm hoje em dia foi de quase 90%! É muita gente interessada em visitar as nossas unidades de conservação, heim?

E metade das pessoas declarou que já costuma passear, regularmente, em algum parque ou área preservada brasileira. A pesquisa também verificou que mais da metade dos entrevistados não está satisfeita com as áreas verdes localizadas nas cidades (praças, parquinhos, parques urbanos...)

Esses números levam a duas conclusões imediatas:

Primeiro, que existe sim uma forte demanda do público pela estruturação de mais áreas verdes para visitação. Assim, as melhorias em locais como a Serra da Calçada estão totalmente em linha com a realidade.

Segundo, que as constantes reclamações aqui nesta coluna – e também em outras seções do JORNAL BELVEDERE – em relação ao descaso para com as praças e os parques urbanos são um reflexo da percepção do público.

Preservar pode dar lucro

O outro estudo foi realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, órgão federal responsável por cuidar dos nossos parques nacionais.

Trata-se da 2ª edição do relatório “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação Federais para a Economia Brasileira - Efeitos dos gastos dos visitantes em 2017”.

A publicação do ICMBio apresenta os impactos econômicos gerados nas cidades localizadas ao redor de 102 unidades de conservação brasileiras. Os números deixam claro que as áreas protegidas são verdadeiros motores do desenvolvimento econômico – as despesas com conservação e recreação resultam em geração de empregos, renda e PIB.

Em 2017, quase 11 milhões de visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos municípios situados no entorno das unidades, gerando com esse movimento cerca de 80 mil empregos diretos.

Os setores da economia mais beneficiados foram o de hospedagem, com R$ 613 milhões, e o de alimentação, com R$ 432 milhões. O estudo apresenta também a geração de impostos decorrente das vendas diretas e da remuneração do pessoal. Foram gerados, no nível municipal, mais de R$ 140 milhões; no estadual, quase R$ 500 milhões; e no federal, R$ 270 milhões. Um total de R$ 905 milhões em impostos. É comum ouvir que preservar a natureza “gera despesas” e “dá prejuízo”.

Mas esse estudo mostra que pode ser o contrário: os municípios localizados nas montanhas ao sul de Belo Horizonte têm a opção de aproveitar melhor o seu patrimônio natural e cultural, gerando assim emprego, renda e arrecadação de impostos.

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