Qual futuro?

Publicado Quinta, 11 Outubro 2018 17:48

Paulo André Mendes / Geógrafo e jornalista, colaborador da ArcaAmaserra / www.amaserra.org

Olá, leitor!
Escrevi este texto ainda na primeira semana de outubro – antes, portanto, do primeiro turno das Eleições de 2018.

Assim sendo, quando esta edição do JORNAL BELVEDERE chegar às suas mãos, o leitor já terá dado a sua primeira contribuição para o processo de escolha dos nossos novos presidente, governador e representantes parlamentares.

Talvez haja um segundo turno, talvez não – se houver, em breve todos voltaremos às urnas. Assim sendo, de uma forma ou de outra, do partido A, do B ou do C, nomes serão escolhidos.

O futuro da nossa região

Esta Eleição de 2018 será, com certeza, a mais decisiva das últimas décadas. Com repercussões diretas, inclusive, sobre a região localizada ao sul de Belo Horizonte e o seu valioso patrimônio ambiental. Façamos uma rápida divagação. Primeiro falemos da possível retomada do crescimento econômico – em especial da construção civil e do setor mineral. Isso significaria, possivelmente, a abertura de novas minas e o desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários.

Como serão feitos esses empreendimentos? Respeitando nossas águas e nossas áreas verdes? Ou passando por cima de tudo?

Falando nisso, como ficarão os planos para as gigantescas barragens de rejeitos que estão sendo planejadas aqui na nossa região?

Essas perguntas nos levam a um novo ponto: como ficarão a legislação ambiental e os mecanismos de controle dos impactos sobre o meio ambiente?

Serão aperfeiçoados? Ou afrouxados?

Lembrando dos órgãos públicos responsáveis por esse trabalho: qual será o seu destino? E as áreas já separadas para preservação, como o Parque Nacional da Serra do Gandarela? Haverá condições para que novos investimentos tornem essas áreas devidamente capazes de receber o público, e assim cumprir uma de suas funções mais importantes?

Este é um ponto importante: para que isso ocorra será necessário, de alguma forma, concentrar verbas e pessoal nesse grande parque.

Falando em investimentos públicos, os recursos para a coleta e o tratamento dos esgotos são uma grande necessidade. Só assim teremos os nossos cursos d’água realmente recuperados. Sem isso, rios como o Velhas seguirão poluídos e, muitas vezes, sem vida alguma.

E agora eu voltarei rapidamente ao tema da coluna anterior: os municípios localizados nas montanhas ao sul de Belo Horizonte têm a opção real de aproveitarem melhor o seu patrimônio natural e cultural. Com a geração de empregos, de renda e a arrecadação de impostos.

A sorte está lançada, mais uma vez.

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