Dias melhores virão

Publicado Quarta, 28 Novembro 2018 11:44

Manoel Caillaux / Presidente da PROMUTUCA / www.promutuca.com.br • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Prezados leitores deste importante veículo de comunicação que é o JORNAL BELVEDERE.

Desde a mais tenra idade, despertei profundo amor pelas plantas, chegando atualmente a ter em minha residência uma coleção de frutíferas raras de nossa flora, decorrente de anos de pesquisa e procura. Recentemente, consegui a última frutífera que há anos estava procurando, que é a “cabacinha do campo” ou “perinha do campo”, cujo nome científico é ‘Eugenia klotzschiana”. Consegui apenas duas mudas em um site de vendas na Internet e fiquei muito surpreso ao encontrá-las à venda, pois estão seriamente ameaçadas de extinção, diante do enorme desmatamento que nosso bioma cerrado vem sofrendo.

A brachiaria sp, outrossim, matam várias plantas por sufocamento, sendo a “perinha do campo” uma de suas vítimas. Pois bem, sou um apaixonado pelas campomanesias, notadamente por araçás e gabirobas, tendo o hábito de plantar algumas destas espécies em vasos. Em data recente, compareci ao Shopping Ponteio para adquirir alguns vasos para plantar algumas mudas de gabiroba que fiz recentemente com sementes. Comprei alguns vasos enormes de cerâmica fabricados manualmente em um estado nordestino.

Ao adquirir os vasos e colocá-los em meu veículo, resolvi comer uma comida japonesa naquele shopping. Após ter sido muito bem atendido no restaurante, fechei a conta, paguei e me dirigi ao guichê do estacionamento quando fui abordado pelo garçom que havia me atendido, dizendo que paguei R$ 50,00 (cinquenta reais) a mais na conta. Imediatamente o garçom me devolveu o valor que paguei a mais e eu o agradeci imensamente, elogiando muito a sua conduta na presença de várias pessoas que estavam na fila do estacionamento naquela oportunidade. E por que eu venho dizer isso?

Venho apenas externar neste singelo artigo que atitudes como esta nos traz à tona um grande sentimento de que nosso País ainda tem solução, independentemente dos governantes que forem eleitos. Nosso povo está mudando. Está, ainda, começando a ver a sua força decorrente do poder do voto.

É o que vem ocorrendo em Nova Lima, onde vários grupos Inter condominiais foram criados no intuito de unir os moradores, na luta pelo tão almejado “bem comum”. Com a enorme esperança que ainda está acesa em meu coração, creio que o município de Belo Horizonte terá mais responsabilidade ao realizar balanços hídricos de forma a prever e, após, tomar todas as medidas necessárias em relação à captação responsável da água advinda de “Bela Fama”, evitando, assim, o iminente risco de falta d’água nos próximos anos.

Tenho, ainda, a esperança de que seja preservado o único e importante corredor ecológico da grande Região Metropolitana de Belo Horizonte, que é o “Vale do Mutuca”, pois sem este importante corredor, nosso meio ambiente sangrará de forma fatal. Tenho, por derradeiro, a esperança de que empreendimentos imobiliários serão edificados com sustentabilidade, sem causar impactos viários e ambientais. Fica a pura e sempre sincera esperança de que dias melhores virão.

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