Córrego do Mutuca é refúgio para espécie de peixe que corre risco de extinção

Publicado Terça, 11 Dezembro 2018 16:58

Regina Faria / Diretora de Meio Ambiente da Promutuca / www.promutuca.com.br • Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada na cidade de Nagoya, Província de Aichi, Japão, foi aprovado o Plano Estratégico de Biodiversidade para o período de 2011 a 2020.

Este plano, que prevê um quadro global sobre a diversidade biológica, busca estabelecer ações concretas para deter a perda da biodiversidade planetária. O plano serve de base para estratégias do sistema das Nações Unidas e todos os outros parceiros envolvidos na gestão da biodiversidade e desenvolvimento de políticas.
Foi estabelecido um conjunto de metas, objetivos de médio prazo, que foram materializados em 20 proposições, denominadas de Metas de Aichi para a Biodiversidade e 193 países (incluído o Brasil) e a União Europeia, se comprometeram a trabalhar juntos para implementar as 20 metas até 2020.

As metas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos e aqui vamos falar do objetivo “(A) tratar das causas fundamentais de perda de biodiversidade, através da conscientização do governo e sociedade das preocupações com a biodiversidade; (B) reduzir as pressões diretas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável; (C) melhorar a situação da biodiversidade, através da salvaguarda de ecossistemas, espécies e diversidade genética; (D) aumentar os benefícios de biodiversidade e serviços ecossistêmicos para todos; e (E) aumentar a implantação, por meio de planejamento participativo, da gestão de conhecimento e capacitação.

Especificamente neste texto vamos falar sobre os avanços no Objetivo Estratégico C: Melhorar a situação de biodiversidade protegendo ecossistemas, espécies e diversidade genética e o cumprimento da Meta 12 de Aichi que estabelece. Até 2020, a extinção de espécies ameaçadas conhecidas terá sido evitada e sua situação de conservação, em especial daquelas sofrendo um maior declínio, terá sido melhorada e mantida.

É neste contesto que o Córrego do Mutuca ressalta como um refúgio para o Trichomycterus novalimensis, espécie de peixe que corre risco de extinção.

Peixe com aparência exótica, com dentinhos atrás das guelras e bem pequeninos, descoberto em 1987 no Vale do Mutuca. Uma espécie considerada endêmica, identificada por pesquisadores das Universidades Federal de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Esta pesquisa contou com o apoio da PROMUTUCA que tem por objetivo a proteção do meio ambiente e do patrimônio natural e paisagístico do Vale do Mutuca.

Importante ressaltar que o Ministério do Meio Ambiente apresentou o Mapa dos sítios da Aliança Brasileira para Extinção Zero ou Mapa BAZE, que identifica o Córrego do Mutuca como Sítio-BAZE, conforme Portaria Nº 287 de 12 de Julho de 2018, considerada como área prioritária para a conservação, utilização sustentável e repartição dos benefícios da Biodiversidade Brasileira.

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