Cirurgia convencional de varizes ainda é o método mais utilizado?

Publicado Quinta, 25 Julho 2019 12:21

As varizes dos membros inferiores são manifestações da doença venosa crônica, constituindo a mais comum de todas as alterações vasculares. Estima-se que 20% a 25% das mulheres adultas e 10% a 15% dos homens apresentem veias varicosas.

Os principais fatores de risco envolvidos em seu aparecimento são: gênero, história familiar, obesidade, uso de pílulas hormonais combinadas, número de gestações e atividade profissional.

As veias varicosas são dilatadas sob a pele, com diâmetro maior ou igual a 3 mm. Podem envolver as veias safenas ou outras superficiais dos membros inferiores. As veias não devem ser confundidas com vazinhos – veias subdérmicas, dilatadas, não palpáveis, com tamanho menor que 3 mm e tratadas facilmente com a técnica de escleroterapia (aplicação).

As técnicas cirúrgicas tradicionais são amplamente aceitas para tratamento das varizes, mas, atualmente, outras técnicas menos invasivas ganham espaço; são elas as técnicas a laser e a técnica de espuma.

O tratamento com laser endovenoso vem sendo considerado procedimento menor e seguro, com bom resultado e com uma taxa de complicações desprezíveis quando comparada a cirurgia convencional como: sangramentos, hematomas, infecções, danos neurológicos e tromboses de veias superficiais. Além do mais, as cirurgias de varizes estão associadas a maior taxa de dor pós-operatório e tempo de repouso mais prolongado.

O tratamento de laser venoso ganha crescente aceitação, além de ser uma forma efetiva e segura no tratamento das veias safenas comprometidas. Com relação às recorrências da doença, tanto cirurgia convencional quanto a do laser, se mantiveram não significativas entre as duas abordagens (37% versus 26% respectivamente).

A técnica de aplicação com espuma densa também possui grande aceitação. Estudos mostram não inferioridade entre as abordagens cirúrgicas tradicionais. Este método tem suas indicações precisas, seguro e eficaz e associado a um retorno mais precoce às atividades. Portanto, tanto a cirurgia convencional quanto as técnicas minimamente invasivas citadas são seguras, com baixas taxas de recorrências e que precisam ser avaliadas, com cirurgia vascular, o melhor método a ser determinado para cada caso.

Clínica Vascular Camila Caetano

Dra Camila Ribeiro Caetano - Cirurgiã Vascular - CRM 50597 - RQE 32.963
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