Técnicas minimamente invasivas para tratamento de varizes

Publicado Quinta, 15 Fevereiro 2018 15:30

A cirurgia de varizes convencional ainda tem espaço nos dias atuais? Que técnicas estão sendo difundidas hoje?

As varizes são muito mais que um problema estético, podendo condicionar, além de grande incômodo e prejuízo da qualidade de vida, complicações diversas, como úlceras em perna, trombose e embolia pulmonar. Assim, seu tratamento está indicado e deve ser o mais precoce possível para garantir um melhor controle da doença. Contudo, muitas pessoas adiam este tratamento por desconhecimento ou por medo.

Classicamente, a cirurgia convencional de varizes é ainda vista com receio e conotada com tempos prolongados de internação, repouso no leito e afastamento do trabalho. Na realidade atual, a cirurgia de varizes tem suas indicações, é um procedimento seguro e com poucas complicações se bem indicada. Possui ótimos resultados e métodos disponíveis avançados.

A cirurgia de varizes por meio do endolaser (laser endovenoso) é indicada para tratamento de dilatações venosas, principalmente veias safenas e perfurantes. Ocorre fechamento da veia pela energia do laser, sem a necessidade de remoção cirúrgica. É realizada uma punção, guiada pelo ultrassom, e introduzida uma fibra óptica diretamente na veia. Os pulsos de energia do laser são liberados ao longo da veia para promover oclusão total da mesma e com bons resultados a longo prazo. Esta técnica permite a possibilidade de tratamento com anestesia local e com sedação leve. Em muitos casos, sem a necessidade de internação prolongada ou anestesias complexas, ocasionando retorno precoce às atividades.

Outro método bastante difundido nos dias atuais é a esclaroterapia com espuma densa (aplicação de espuma). Formada por medicamentos esclerosantes e gás carbônico / oxigênio, a técnica de espuma é indicada para tratar pacientes com hipertensão venosa, varizes calibrosas, úlceras nas pernas ou aqueles que possuem risco aumentado para cirurgia convencional. O tratamento é versátil e eficaz, porém é preciso entender quando ele é aplicável. As pessoas que têm alergia ao polidocanol, que já tiveram embolia pulmonar, assim como gestante e indivíduos com doenças arteriais não devem ser submetidos à técnica.

Os procedimentos mimosamente invasivos são promissores e desafiam a bordagem cirúrgica como primeira opção de tratamento. Para obter melhores resultados é necessário o conhecimento de cada técnica e uma abordagem individual do paciente e, na maioria dos casos, uma combinação de várias técnicas.

Clínica Vascular Camila Caetano

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