Outro sagui é encontrado morto em São Sebastião de Águas Claras

Publicado Terça, 27 Fevereiro 2018 18:34
Animal morto: Biólogo encontra Sagui morto em São Sebastião de Águas Claras Animal morto: Biólogo encontra Sagui morto em São Sebastião de Águas Claras

Biólogo acredita que o vírus da Febre Amarela continua circulando pela região de Nova Lima

Mais um macaco foi encontrado morto no último final de semana em um sítio localizado no distrito de São Sebastião de Águas Claras, mais conhecido por Macacos. O animal, um sagui (Callithrix penicillata) foi descoberto pelo biólogo e assessor parlamentar Gabriel Coutinho, proprietário do terreno no lugarejo conhecido como “Grota Fria”, próximo à cachoeira. O achado pode reforçar a tese de que o vírus continua circulando pela região de Nova Lima. 

De acordo com o biólogo Gabriel Coutinho, nessa região, é comum encontrar os micos andando em bandos de 15 a 20 animais, e que a maioria é dócil e sociável e chega a entrar nas casas em busca de alimentos. E que o fato acabou chamando a sua atenção pela incidência de casos nas regiões próximas. Segundo Gabriel Coutinho, a lógica ecológica mostra que todo animal que é generalista na alimentação tem grande capacidade de adaptar a qualquer sistema ou nicho ecológico. E que os micos, por estarem nesse conjunto, estão mais próximos do homem. “Se ele está morrendo tão próximo às áreas urbanizadas, então isso demonstra que doenças também estão nos rodeando. Apesar de os macacos não transmitirem a febre amarela, eles estão provando que a doença está cada dia mais próxima e mais circulante. Ou seja, mais um alerta para que todos se imunizem, pois o vírus está ao nosso lado”, alertou Gabriel Coutinho.

Tão logo encontrou o sagui morto, o biólogo tentou por várias vezes falar com o Departamento de Zoonoses de Nova Lima, sem obter êxito. Somente, através de um contato de um amigo pessoal conseguiu falar com um gestor do órgão. Ele fora informado que por orientação da Fiocruz, como o vírus está circulante na região de Nova Lima não era necessário o recolhimento do animal para análise. E que ele poderia enterrá-lo no local.

Alerta do Promutuca

A Associação de Proteção Ambiental do Vale do Mutuca (Promutuca), por sua vez, vem alertando à população da cidade sobre a importância de proteger os macacos. Esses animais são importantes para as autoridades detectarem a incidência da febre amarela. A ONG ressalta que como são alvos preferidos do mosquito, em busca de sangue, se tornam o “anjo da guarda” da população. Eles são portanto os hospedeiros da febre amarela e não são transmissores da doença. Vale ressaltar que é através de óbitos de macacos que os cientistas e os órgãos responsáveis pela área de saúde conseguem detectar onde e como se dá a circulação do mosquito silvestre”, diz a ONG.

A Promutuca ressalta que matar ou agredir animais silvestres é crime ambiental, passível prisão e multa. E reforça que no caso de algum morador encontrar pela mata um animal morto, caído ou machucado, ele deve comunicar imediatamente à ONG e aos órgãos da área de saúde municipal para análise da circulação do vírus e investigação do óbito. E que nunca o morador deverá manipular os animais por risco de contaminação de outras doenças, que não a febre amarela.

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