A vacinação como importante estratégia de prevenção pela Medicina do Trabalho

Publicado Sexta, 10 Agosto 2018 13:25

Drª. Priscila Saleme / Médica infectologista, responsável pelo setor de vacinas do Hermes Pardini

No dia 27 de julho comemorou-se o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho. Para se alcançar um baixo índice de acidentes, as empresas investem em importantes sistemas de prevenção relacionados a esses agravos.

No entanto, conforme a função dos serviços de Medicina do Trabalho está fundamentada em ações preventivas como um todo, seria interessante que também englobasse uma sistematização de orientações relativas à atualização do cartão de vacinas de todos os seus funcionários e suas respectivas famílias. 

Diante do atual surto de sarampo, em que há circulação viral em alguns dos estados e ainda há possibilidade de se alastrar por outros devido a cobertura vacinal da população inferior a 95%, a ação da medicina ocupacional seria muito oportuna. Por meio do incentivo aos colaboradores para se obter um esquema completo da vacina, seria possível evitar a disseminação do vírus no ambiente laboral. Prevenção eficaz tanto para a proteção dos funcionários quanto dos seus familiares e clientes. Para se calcular os benefícios que essa vacina poder proporcionar diante de um possível surto, devem ser considerados a economia com os dias de absenteísmo de funcionários doentes; com as horas não trabalhadas para acompanhar os filhos em consultas médicas; e da sobrecarga de trabalho daqueles que não adoeceram e necessitam manter a produtividade.

Assim como o sarampo, outras doenças cujos agentes infecciosos apresentam fácil disseminação poderiam ser citadas a exemplo da gripe, da coqueluche e da hepatite A. As vacinas que previnem essas doenças promovem tanto a proteção individual do colaborador quanto são capazes de proteger os clientes. Neste contexto, as vacinas que protegem outras pessoas podem ser consideradas como altruístas, como as vacinas contra influenza, coqueluche e varicela para trabalhadores da saúde que convivem com bebês, imunodeprimidos e portadores de algumas doenças respiratórias crônicas. De forma análoga, destaca-se a importância da vacina hepatite A, cuja a transmissão ocorre por meio da contaminação dos alimentos manipulados por trabalhadores do ramo de alimentação.

Pensando nessa importância da abrangência das atividades de prevenção previstas no contexto laboral, a Sociedade Brasileira de Imunizações estabeleceu o calendário de vacinação ocupacional com recomendações de vacinas para cada grupo. Conforme a análise do risco ocupacional de exposição a agentes biológicos, dos riscos ambientais e ainda dos riscos individuais, os calendários são elaborados de forma criteriosa. Assim, há recomendações para profissionais da saúde, que trabalham com crianças, administrativos, manipuladores de alimentos e até mesmo atletas.

Diante da comprovada eficácia das vacinas disponíveis no mercado público e no privado, bem como da sua acessibilidade à população, cabe aos gestores relacionados ao setor de medicina ocupacional a responsabilidade de estimular a vacinação no ambiente de trabalho. Afinal, a vacinação é considerada uma das mais importantes ferramentas de prevenção e, portanto, uma potencial estratégia para se promover a saúde dos colaboradores.   

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