Tratamento de varizes é questão somente de estética? Que profissional está habilitado a tratar?

Publicado Quinta, 09 Agosto 2018 13:27

Tratar sem acompanhamento médico pode colocar o paciente em risco

Geralmente quem tem as veias dilatadas que costumam aparecer nas pernas e nos pés acabam preocupando mais com o desconforto estético em função da aparência causada pelas varizes e vasinhos do que com as complicações da doença. Porém, a condição que atinge 37,5% da população brasileira, vai além de um sinal estético desagradável, podendo evoluir para trombose, úlceras, e ainda causar dores e inchaço.

  Sem conhecimento sobre os riscos que a condição pode provocar, muitas pessoas descontentes com o problema estético acabam procurando tratamento de escleroterapia e aplicação, como é conhecida popularmente, com profissionais sem formação em medicina, desconhecendo que apenas o médico especialista pode indicar procedimento adequado após um diagnóstico correto do grau da doença. Para esclarecer sobre como fazer tratamento adequado e seguro da doença, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), lançou uma campanha que ressalta os riscos de submeter a escleroterapia sem o devido acompanhamento médico.

O angiologista e cirurgião vascular é o profissional habilitado e capacitado para tratamento das doenças circulatórias. Durante a consulta, o médico realiza um exame clínico detalhado, capaz de diagnosticar se o paciente apresenta insuficiência venosa ou outras condições que exigem condutas mais complexas como cirurgias, por exemplo.

A SBACV alerta, também, para o uso de glicose. Este procedimento deve ser realizado por médicos especialistas. Embora haja profissionais não médicos sugerindo que a aplicação de glicose não cause reações, a entidade médica destaca que não é bem assim. Apesar de ser uma substância circulante no sangue, há riscos e problemas se o procedimento não for bem executado, riscos estes de feridas e flebites (inflamação do vaso).

A SBACV reforça a premissa de que as varizes e vasinhos não podem ser avaliados como problema meramente estético. É um tratamento invasivo e muito delicado para ser efetuado em qualquer ambiente e por quem não estudou o sistema vascular. A doença varicosa, que está associada à circulação arterial, pode desencadear desdobramentos e até perda do membro em paciente que, por exemplo, não possui pulsos nos pés. É importante, portanto, realizar exame de imagem com Ecodoppler para verificar o grau da doença, considerar todas as condições físicas, metabólicas e cardiovasculares do paciente. Após isso, indicar o tratamento adequado para cada caso.

Clínica Vascular Camila Caetano

Angiologista e especialista em cirurgia vascular/endovascular e ecografia vascular • CRM 50597
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