Atualização do cartão de vacinas: estratégia de prevenção com alcance também coletivo

Publicado Terça, 11 Setembro 2018 16:29

O mundo atual é marcado por um encurtamento de distâncias e uma facilidade de trânsito das pessoas entre países. Por outro lado, há uma maior facilidade de propagação de agentes infectocontagiosos.

Seja por meio de viagens turísticas ou por movimentos migratórios, observamos a facilidade de chegada de novas doenças ou da reemergência daquelas antes erradicadas. 

Exemplos recentes estão nos viajantes para a Copa na Rússia que ao retornarem ao Brasil, não estando com o cartão de vacinas atualizado, poderão trazer o vírus do sarampo. Este risco é real, uma vez que desde janeiro deste ano já foram notificados mais de mil casos na Rússia. Situação semelhante está ocorrendo por meio dos movimentos migratórios provenientes da Venezuela, os quais estão sendo responsáveis pelo atual surto que acomete o norte do país. No entanto, diante de uma cobertura vacinal adequada, a reemergência de uma doença erradicada desde 2016, como o sarampo, poderia ter sido evitada. 

Até o início do ano, o Brasil havia sido considerado livre de algumas doenças imunopreveníveis como a varíola, a poliomielite, a rubéola congênita e o sarampo. No entanto, para mantermos esse cenário, a manutenção de uma barreira de proteção é uma estratégia primordial. Por meio da vacinação de mais de 95% das pessoas de uma cidade, é possível que, diante do contato com o vírus do sarampo, por exemplo, não ocorra a propagação do mesmo, uma vez que a maior parte das pessoas não seriam mais vulneráveis a ele.

Diante do cenário atual de surto de sarampo, portanto, recomenda-se que todas as pessoas procurem avaliar a sua situação vacinal. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, recomendam-se 2 doses da vacina tríplice viral na vida, com intervalo mínimo de um mês entre as doses. Essa vacina protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. Diante dessa recomendação, ficariam susceptíveis, portanto, apenas o percentual da população que apresenta contraindicações à vacina como crianças menores de 12 meses (salvo em situações de surtos, quando essa idade pode diminuir para 6 meses), pessoas com imunossupressão por medicamentos ou por doenças que causem esse quadro e aqueles que apresentam alergia grave a algum dos componentes da vacina. Entretanto, diante de uma cobertura vacinal adequada, mesmo as pessoas não vacinadas têm chance de estarem protegidas. A vacinação adequada de todos aqueles que não apresentam contraindicações possibilita uma proteção tanto individual, quanto daqueles que não podem tomar a vacina, pois bloquea a circulação do vírus. Como exemplo, podemos citar a situação de um paciente imunossuprimido, para o qual a vacina apresenta um risco maior que o seu potencial benefício. A vacinação de todos ao seu redor seria uma estratégia de proteção para essa pessoa, uma vez que possibilitaria a formação de um cordão de isolamento contra a doença.

Em função desse alcance da vacinação coletiva, foi feito um recente alerta pelo Ministério da Saúde sobre o risco de retorno da poliomielite, devido à baixa adesão vacinal entre as crianças em alguns estados. Mesmo na ausência de casos atuais de poliomielite no Brasil, diante da presença de crianças não vacinadas, caso haja nova circulação do vírus em nosso país, é possível que a doença retorne.  

É fundamental, portanto, que todas as pessoas se informem sobre as vacinas disponíveis e atualizem o cartão de vacinas de toda a família. Afinal, essa atualização é uma estratégia de prevenção individual, mas com potencial de proteção de toda a comunidade contra uma doença.   

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