Moradores da região estão em alerta com os registros de casos de Dengue

Publicado Quarta, 27 Março 2019 13:29
Foco: Edifício inacabado na Alameda do Morro, no Vila da Serra, traz preocupação para os moradores Foco: Edifício inacabado na Alameda do Morro, no Vila da Serra, traz preocupação para os moradores

A morte de uma mulher na região, com suspeita de dengue hemorrágica, deixou moradores do Belvedere e Vila da Serra bastante apreensivos. No primeiro trimestre do ano já foram confirmados 627 casos de dengue na Capital, inclusive na Regional Centro-Sul.

A morte de uma mulher moradora da região com suspeita de dengue hemorrágica, acendeu o alerta de moradores e entidades. A doença vem apresentando registro crescente de casos em Belo Horizonte, inclusive na Região Centro-Sul, em Nova Lima e em todo o Estado. As temperaturas mais elevadas e ocorrência de chuvas muito comuns durante o verão e a entrada do outono são situações que aceleram o ciclo reprodutivo do mosquito Aedes aegypti. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte vem reforçando à população que nesse momento é fundamental redobrar a atenção e descartar qualquer objeto que possa acumular água e servir de criadouro para o mosquito. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o caso de óbito teve testes negativos para a dengue e febre amarela. A mulher faleceu por causa de Meningite Neisseria, causada por uma bactéria.

De acordo com um balanço feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, nesse primeiro trimestre do ano já foram confirmados 627 casos de dengue na Capital. Desse total, 252 casos aconteceram no mês de janeiro, 362 em fevereiro e 13 em março – até o momento. A região Centro-Sul ocupa a penúltima posição no ranking com 27 casos confirmados e 120 casos suspeitos sendo investigados. No total da cidade, há 2.960 casos notificados pendentes de resultados, sendo que 1.230 foram investigados e descartados.

“Fumacê” no Belvedere

No Belvedere, o presidente da Associação de Amigos do Bairro, Ubirajara Pires, alarmado com os números de casos registrados na cidade, entrou em contato com as autoridades sanitárias do munícipio e com o vereador Léo Burguês para uma ação preventiva na Lagoa Seca, e solicitou o “fumacê” contra o mosquito. Um carro vai circular por toda a área emitindo uma “nuvem” de fumaça com baixas doses de remédio para eliminar possíveis focos ou mosquito que estiveram presentes na região. Esse método é rápido e eficaz para eliminar mosquitos e evitar a transmissão de doenças como a dengue, a zika ou a chikungunya. Também, no canto da lagoa onde acontece o escoamento de águas está prevista a aplicação de produtos químicos para prevenir possíveis focos. “A população juntamente com as autoridades precisa estar vigilante com essa doença e cada um fazer a sua parte para combater o mosquito. Ações simples combatem a proliferação do mosquito e são essenciais para esse processo”, ressalta Ubirajara.

Nova Lima tem 37 casos registrados

Segundo a Vigilância Sanitária, em Nova Lima, até o momento, foram registrados 37 casos de Dengue, sendo um deles confirmado no Bairro Jardim Canadá. Também seus casos foram descartados e 30 casos estão em investigação. No quantitativo de casos notificados nos anos anteriores, a cidade registrou 5.208 casos em 2016; 312 casos em 2017, uma redução substancial em relação ao ano anterior, graças às ações de combate ao mosquito pela administração; e em 2018, foram 169 casos notificados da doença.

Para controle da dengue, há uma equipe de Agentes de Combate a Endemias realizando visitas domiciliares em todos os imóveis do município, a fim de realizar a vistoria e eliminar possíveis criadouros identificados. Além disso, é realizado o manejo ambiental e educação em saúde para conscientização da população quantos aos cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A Prefeitura também realiza o bloqueio de transmissão (aplicação de fumacê costal) em todas as residências com casos notificados de arboviroses. Além de campanhas de conscientização.

No Estado já são 17.680

Em Minas Gerais, até o mês de fevereiro foram registrados 17.680 casos prováveis de dengue, conforme relatório da Secretaria de Estado de Saúde. O número registrado nos dois primeiros meses do ano já é mais da metade dos casos ocorridos em 2018, quando foram identificados 30.022 registros. Esse ano, quatro mortes registradas estão sendo investidas. Em 2018, o Estado teve nove óbitos confirmados por causa da doença.

PBH esclarece sobre as prevenções à doença

Uma ação importante realizada pela PBH é uma reunião com os diretores e representantes de todas as Escolas Municipais, gerentes dos centros de saúde e encarregados de Zoonoses. O objetivo é apresentar os dados atuais epidemiológicos e entomológicos, para que cada território se conscientize da sua realidade e trace estratégias de ação de combate ao mosquito Aedes aegypti. A reunião conta com palestras educativas de incentivo ao trabalho com o tema nas escolas e na formação de multiplicadores no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus RNA que pertence ao gênero Flavívirus da família Flaviridae, do qual são conhecidos quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A transmissão ocorre através da picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Atualmente a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo, particularmente em países tropicais onde a temperatura e a umidade favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o município de Belo Horizonte apresenta em 2019 uma situação epidemiológica de casos suspeitos de dengue dentro do esperado em relação aos últimos dois anos, tendo sido notificados mais de 1.200 casos. A preocupação da Vigilância Sanitária, no entanto, é com a detecção da circulação recente do DENV2 em dez amostras, nas Regionais Barreiro, Nordeste e Oeste, sorotipo que não circula em Belo Horizonte desde 2010. O DENV2 é visto como um tipo de vírus mais agressivo da dengue, o sorotipo2. Dados do Ministério da Saúde mostram que ele está circulando com mais frequência no país e já ultrapassou o sorotipo1, esse considerado o mais comum e menos agressivo.  
A Secretaria de Municipal de Saúde divulga, semanalmente, em seu site o balanço da dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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