A importância da atualização da vacina da gripe

Publicado Quarta, 10 Abril 2019 12:50

Mudanças em vírus da gripe fazem com que atualização da vacina seja fundamental para se manter protegido.

Com o fim do verão chega à preocupação com as doenças do outono e do inverno. Todo ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) passa as diretrizes da composição da vacina para cada hemisfério, de acordo com a maior incidência da cepa do vírus do ano anterior e, por isso, especialistas alertam para a importância da atualização da vacina.

“Em 2019 haverá uma mudança em uma das cepas da influenza A e a inversão do subtipo que estava presente. Até então, apenas na vacina quadrivalente (disponibilizada só na rede privada), que será incluído na trivalente (oferecida no sistema público de saúde)”, explica o assessor científico em vacinas do Grupo Pardini, José Geraldo Leite Ribeiro.

Essas mudanças visam oferecer proteção contraprováveis vírus circulantes no próximo inverno. “Falamos em ‘prováveis’ porque pode ocorrer uma circulação imprevista da recomendada, dando uma falsa ideia de que a vacina não foi tão efetiva”, explica a coordenadora de vacinas do Grupo Pardini em São Paulo, Melissa Palmieri. Ela argumenta que não se pode subestimar a gravidade das repercussões clínicas que o vírus da gripe pode causar.

Típico dos meses mais secos e frios do ano, o vírus da gripe é transmitido pelo contato direto da pessoa doente com outra suscetível (não vacinada), por meio de gotículas de saliva expelidas pela tosse, espirro ou fala. Por isso, os especialistas do Grupo Pardini enfatizam que a vacinação deve ser anual e universal, pois ela só fornece proteção de 6 meses a 1 ano.

Estima-se que a gripe acometa de 5% a 15% da população mundial, provocando de 3 milhões a 5 milhões de casos graves: são de 250 mil a 500 mil mortes todos os anos, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a gripe matou 1.381 pessoas em 2018. Mais do que em 2017, quando o número chegou a 498.

“Quando existe coincidência entre as variantes do vírus influenza em circulação na comunidade e aquelas contidas na vacina naquele ano, a eficácia da imunização varia de 70% a 90% contra as formas graves da doença”, afirma Melissa Palmieri. Ela aproveita para lembrar que todos com mais de seis meses de vida devem ser imunizados, inclusive aqueles que se vacinaram contra a febre amarela, não sendo necessário um intervalo entre as vacinações.

Como após a vacinação ainda são necessários alguns dias para atingir o pico máximo de proteção, o quanto antes as pessoas se vacinarem, melhor. Dessa forma, quando chegar o período de maior circulação do vírus (maio e junho), as pessoas já estarão com o nível de anticorpos adequado.

Para 2019, então, na trivalente, muda a cepa H3N2 sazonal para uma cepa que circulou na Suíça em 2017 e a do vírus Influenza B deixa de ser da linhagem Yamagata para ser da Victoria. Na quadrivalente, ambas as linhagens do Influenza B estarão presentes, além das duas cepas da influenza A, H1N1 e H3N2, também encontradas na trivalente, explica José Geraldo.

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