Carretas de minério estão de volta na MG-030

Publicado Terça, 24 Abril 2018 19:07
Carretas: A circulação pela MG-030 traz preocupações aos moradores Carretas: A circulação pela MG-030 traz preocupações aos moradores

Moradores estão alarmados com a audácia de caminhoneiros que desafiam a liminar da Justiça e estão trafegam pela rodovia em vários horários do dia, e com maior fluxo à noite.

O trânsito de carretas que transportam minério na MG-030 voltou com força total, apesar da decisão da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que determinou a suspensão do transporte de minério de ferro feito pelas empresas de Mineração Pau Branco (Empabra) e a Phoenix Mineração e Comércio na rodovia, entre Belo Horizonte e Nova Lima. Moradores estão alarmados com a audácia de caminhoneiros que desafiam à Justiça e estão trafegando pela via em vários horários do dia, e com maior fluxo à noite. Até uma base de apoio foi instalada em um terreno na lateral da Via, em frente ao residencial abandonado do Vale dos Ipês.

A Empabra informou, através de seu gerente de Relações Institucionais e Comunicação, Fernando Cláudio, que sua intenção “é criar uma proposta conjunta com lideranças comunitárias, que possa ser apresentada ao Ministério Público de Minas e demais entidades interessadas, como forma de retomar o diálogo sobre a utilização da rodovia pelos veículos da empresa.” A companhia chegou a se reunir com moradores da região visando um diálogo para esse acordo.

Propostas

Na ocasião, o gerente Fernando Cláudio informou que a Empabra chegou a oferecer R$ 10 milhões para o município de Rio Acima, sendo R$ 8 milhões em obras de melhorias e infraestrutura nas vias Rio de Peixe e Integração, R$ 750 mil em obras na cidade e o restante em projetos sociais. No entanto, a proposta foi recusada pela Prefeitura de Rio Acima, que entende que o valor deve ser maior. Segundo informações, o município teria recusado o investimento em projeto social e dito que nesse momento a obra pretendida é a reforma da ponte, estimada em torno de R$ 2 milhões. O JORNAL BELVEDERE procurou a prefeita de Rio Acima, Maria Auxiliadora Ribeiro, para comentar o assunto, mas não obteve retorno.

A Empabra chegou a apresentar uma proposta de operação de transporte ao longo da MG-030, que compreende, entre outros, diminuir o incômodo relacionado ao ruído da passagem de veículos sobre os redutores de velocidades (quebra-molas), bem como a segurança dos usuários da via. Em carta enviada à UNIVIVA, a empresa “propôs esforços institucionais e também financeiros para a proposição de uma parceria público privada, com o objetivo de reinstalar radares ao longo da via, em locais onde hoje se encontram os redutores de velocidade”. Também propôs a utilização da via apenas no sentido Nova Lima a BH, entre os horários das 23 horas e 6 horas, de domingo a sábado, com intervalo de liberação de trajeto de 5 em 5 minutos.

Empresa quer acordo

Em contato com o JORNAL BELVEDERE, o gerente Fernando Cláudio informou que a empresa está sendo multada e enfrenta muitas dificuldades na operação para orientar os caminhoneiros a não utilizarem a MG-030. E que se um acordo não for celebrado para normatizar essa situação, a saída da mineradora será cessar de vez a atividade.

Segundo o MPMG, o tráfego dos caminhões vem causando impactos ambientais e à mobilidade urbana. De acordo com o órgão, as empresas faziam cerca de 240 viagens por dia. Uma decisão da desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, determinou, na época, que as empresas cessassem “imediatamente a atividade de transporte de finos de minério na Rodovia MG-030, sentido Nova Lima/BH Shopping, salvo no pequeno trecho da MG-030 aprovado em Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) e descrito em relatório de impacto na circulação (RIC), sentido Nova Lima/Rio Acima, sob pena de multa diária de R$10 mil”.

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