Nos arquivos da italiana Ducati

Publicado Quinta, 15 Fevereiro 2018 16:17
História: Localizado dentro da fábrica, na cidade de Bolonha, o museu mostra a evolução da Ducati © Fotos: Ducati/Divulgação História: Localizado dentro da fábrica, na cidade de Bolonha, o museu mostra a evolução da Ducati © Fotos: Ducati/Divulgação

Eduardo Aquino / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Quem curte motocicleta e pretende viajar para a Itália, reserve então um dia para uma visita ao museu da Ducati, que fica dentro da fábrica, na cidade de Bologna, na região nordeste da Itália. Lá, o visitante fará uma viagem ao passado e futuro de uma marca que completou noventa anos em 2016 com uma história fascinante.

A Ducati não surgiu como uma fábrica de motocicletas. Em 4 de julho de 1926, os irmãos Adriano, Bruno e Marcelo Cavalieri Ducati criaram a empresa “Societa’ Scientifica Radio Brevetti Ducati”, que tinha por objetivo principal produzir componentes para as transmissões de rádio. A empresa cresceu rapidamente, ganhando respeito internacional e, nove anos depois, já tinha filiais em Londres, Paris, Nova York, Sidney e Caracas.

As fábricas da Ducati foram destruídas na Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, a empresa decidiu investir em um produto que tinha as características que um mercado pós-guerra queria: a Cucciolo, que foi a primeira motocicleta da marca, com motor de quatro tempos e câmbio de duas marchas, que tinha velocidade máxima de 50km/h e percorria 100 quilômetros com apenas um litro de gasolina. O modelo se tornou rapidamente um sucesso de vendas.

Na visita ao museu, o visitante poderá ver não apenas esse primeiro modelo da Ducati, mas como a Cruiser 175 (1956), que tinha ignição elétrica e transmissão automática; a Marianna 98 (1954), criada pelo famoso engenheiro Fábio Taglioni, que foi a primeira motocicleta de corrida da marca; a 125 Trialbero Desmo (1956), que usava o comando de válvulas desmodrômico, que ficou como uma marca registrada da Ducati; e diversos modelos que ficaram marcados pela velocidade máxima que alcançavam na época, como Mach 250 (150km/h), a 450 Mark 3D (170km/h).

O museu também exibe modelos que conquistaram fama nas pistas de corrida, como a 750 que venceu as 200 milhas de Imola, em 1969; a Super Sport 900, que faturou a “Isle of Man Tourist Trophy”, em 1978, com o piloto Mike Hailwood, e que deu origem à edição limitada 900 SS Mike Hailwood Replica; e o modelo que papou o título de marcas e pilotos do Campeonato Mundial de Moto GP de 2007, com Casey Stoner. Na vitrine do passado da Ducati, também está o icônico 916, de 1994, que ganhou diversos títulos de melhor moto do ano por revistas especializadas.

Assim como o museu, os visitantes também poderão conhecer a fábrica da Ducati, que fica no mesmo local. A empresa criou um centro para atender os visitantes, com lanchonete, banheiros e uma loja com diversos artigos da marca, que está para as motos assim como a Ferrari está para os carros. Desde 2012, a Ducati juntou-se ao Grupo Audi AG e, em 2017, vendeu 55.871 motocicletas em todo o mundo. No Brasil, a marca tem concessionários em São Paulo (SP), Campinas (SP), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG) e alcançou 3,85% de market share em 2017.

Serviço – Museu Ducati

Via Antonio Cavalieri Ducati, 3, 40132 Borgo Panigale, Bologna BO, Itália.
Horário – De 9h às 18h, às segundas, terças, quintas, sextas e sábado, ficando fechado nas quartas e domingos.
Telefone – +39 051 641 3343
Ingressos – Não é necessário fazer reserva e os preços dos ingressos (com direito à visitas ao museu e à fábrica) são: 15 euros por pessoa; e 13 euros por pessoa em caso de reservas para grupos com mais de 10 pessoas, As visitas, que duram cerca de uma hora, são feitas por guias, em grupos de até 10 pessoas.

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