Campanha quer conscientizar o homem para a violência contra a mulher

Publicado Quinta, 15 Fevereiro 2018 18:58
#NAOSEJAESSECARA: Campanha quer que homem reflita sobre a violência contra a mulher © Foto: Divulgação #NAOSEJAESSECARA: Campanha quer que homem reflita sobre a violência contra a mulher © Foto: Divulgação

#NAOSEJAESSECARA - Projeto chama os homens à responsabilidade e propõe dar um basta nessa situação de agressão e discriminação contra o sexo oposto. O deputado estadual Fred Costa é o embaixador e idealizador da Campanha e também autor de um Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) propondo a criação de um aplicativo que funciona como um alarme para ser usado em caso de emergência no pedido de socorro.

Os números que chegam até nós sobre a violência feminina são estarrecedores: a cada 4 minutos uma mulher é vítima de agressão no Brasil. A cada uma hora e meia ocorre um feminicídio. A maior parte da população, segundo dados do levantamento “Percepções do Homem sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher”, conhece algum homem que já agrediu alguém do sexo oposto.

Campanhas de conscientização despontam em toda parte com a intenção de diminuir esses índices. Porém, o homem ainda não se engaja na maioria delas. Foi nesse contexto que surgiu o projeto #NAOSEJAESSECARA. A proposta pretende abordar o tema da violência contra a mulher, convidando a sociedade a dar um basta nessa situação. O objetivo da iniciativa é mobilizar, principalmente os homens, sobre a importância de repensar atos e refletir sobre a situação de discriminação vivida pela mulher, que é silenciada, agredida e diminuída em todas as esferas de sua vida.

A campanha conta com o apoio institucional da Polícia Civil de Minas Gerais. E o deputado estadual Fred Costa (PEN) é o embaixador e idealizador desta iniciativa, que está sendo produzida pelo publicitário mineiro Fred Izak. O parlamentar é autor de Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) e propõe a criação de um aplicativo que funciona como um alarme para ser usado em caso de emergência no pedido de socorro. O foco inicial do APP, desenvolvido em parceria com a Polícia Civil, são as mulheres que estão sob vigência de medidas protetivas, mas o objetivo é expandir brevemente para toda a população feminina.

E, é na comunicação direta com eles, que a campanha se difere, convidando o “abusador” em potencial a assumir a responsabilidade de seus atos e, de forma alguma, apontar a figura feminina como culpada de um caso de agressão, seja ela psicológica ou física. “Durante anos, falamos às mulheres que cabia a elas evitar agressões sexuais. Queremos mudar isso e falar diretamente para os homens. Em vez de colocar a responsabilidade pela prevenção de agressões sexuais nas mãos das vítimas, a comunicação apela para potenciais infratores - falando diretamente com eles, na sua língua. A mensagem é clara: não seja esse cara”, explica Fred Costa.

Comércio é contra acesso gratuito aos seus sanitários 

A aprovação em primeiro turno do Projeto de Lei 128/2017, de autoria do vereador Jair di Gregório (PP), no último dia 6 de fevereiro, não agradou os setores de comércio e serviços. Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o projeto, que dispõe sobre o acesso gratuito às instalações sanitárias em estabelecimentos comerciais, penaliza o setor produtivo da capital mineira.

Para Bruno Falci, presidente da CDL/BH, a instalação de banheiros públicos é um direito do cidadão e um dever da Prefeitura. “Não é possível transferir para o setor privado as obrigações do Estado. O empresário já sofre com as elevadas cargas tributárias e não pode arcar com mais este ônus, assumindo tal responsabilidade”, afirmou.

Ciente das penalidades que essa proposta traz aos setores a CDL/BH já vinha se posicionando contrária ao PL 128. Em abril de 2017, a Entidade enviou ofício ao presidente da Câmara, vereador Henrique Braga (PSDB), apresentando os argumentos contrários ao projeto. “Com esse projeto verificamos mais uma vez, a interferência do poder público na atividade privada, contrariando princípio constitucional descrito no artigo 170 da Constituição da República”, explica Falci.
O Projeto 128/2017 pretende que centros comerciais disponibilizem seus sanitários para o uso de sua clientela de forma gratuita, estabelecendo ainda, que para crianças de até 12 anos e idosos acima de 60 anos, será dispensada a condição de ser cliente para usufruir das instalações sanitárias.

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