Colmar, charmoso mosaico urbano franco-germânico

Publicado Segunda, 10 Junho 2019 19:57
Puro encanto: As casinhas coloridas, os telhados, os canais e as ruelas floridas, fazem desta cidade um dos lugares mais charmosos de toda a Europa © Foto: Divulgação / wikipedia Puro encanto: As casinhas coloridas, os telhados, os canais e as ruelas floridas, fazem desta cidade um dos lugares mais charmosos de toda a Europa © Foto: Divulgação / wikipedia

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Delicadeza da arquitetura urbana, as casinhas, os telhados, os canais, as ruelas floridas, os vinhedos nos arredores, fazem desta comuna de mais de 1.000 anos de idade, um dos lugares mais charmosos de toda a Europa.

A região da Alsácia sempre foi palco de acirradas disputas entre a França e a Alemanha. Isso, por causa de sua posição estratégica, a nordeste da França, em fronteira com a Alemanha, Bélgica e Suíça.

A cidade de Colmar, chamada Kolmar, no período em que ela era parte da Alemanha, é puro encanto. A delicadeza da arquitetura urbana, as casinhas, os telhados, os canais, as ruelas floridas, os vinhedos nos arredores, fazem desta comuna de mais de 1.000 anos de idade, um dos lugares mais charmosos de toda a Europa.
Uma singularidade de Colmar é ela ter sido foi pouco atacada durante as duas guerras mundiais, preservando a originalidade deste presépio, praticamente intacto.

Nas épocas mais quentes do ano, a cidade recebe um número enorme de turistas, o que não compromete o cenário. Mas, por circular muita gente durante os dias ensolarados, fica ali um burburinho, que, felizmente, vai amenizando ao fim de tarde e à noite, horários mais apropriados para se perder em paz pelas ruas.

Charme urbano

A periferia de Colmar esconde o charme de seu núcleo urbano, o que aumenta a surpresa, ao chegar ao centro histórico. A Praça Fontaine Bruat é o início deste passeio encantado, em lugares inesperados.

Com cerca de 68 mil habitantes, a cidade é relativamente grande, se comparada às vilazinhas nos arredores e à boa parte da Alsácia.

Como toda cidade europeia medieval, o coração urbano de Colmar é a Praça da Catedral. A austera arquitetura gótica da Igreja de S. Martin (Collegiale Saint Martin), construída entre 1235 e 1365, transmite espiritualidade em seu majestoso interior e, como mágica, nos convida ao cenário de sonho de conto de fadas. 

Em qualquer destino turístico, visitar templos religiosos é sempre uma boa forma de iniciar um roteiro. Seja você religioso ou não, o relaxamento e a paz nos ambientes dos templos provocam em nós uma mudança no estado de espírito e esvaziam nossa mente para o novo.

Ligada por uma passagem estreita à Praça da Catedral, a Casa de Guarda, (Ancien Corps de Garde), construída no século 16, registra, em um largo, a elegância da arquitetura renascentista do Reno.

Na Rue de Boulangers e Rue des Serruriers, as casinhas charmosas de arquitetura franco-germânica se escoram, delicadamente, umas às outras formando um cenário de pintura, impossível de não se encantar.

O Museu Unterlinder é o mais visitado em toda a Alsácia. O prédio abrigava um convento de irmãs religiosas dominicanas do século 13. Um anexo, antigamente utilizado como banho público, agrega o museu, com um acervo respeitável de obras de arte nacionais e internacionais, da pré-história à contemporaneidade. Um verdadeiro panorama artístico da região da Alsácia.

A Igreja Dominicana, construída no século 13, retrata a pesada arquitetura das ordens religiosas mendicantes. Ao lado de um jardim e de uma valiosa biblioteca pública, o conjunto transmite a atmosfera de paz e recolhimento.

A Casa das Cabeças (Maison des Têtes) é uma curiosa construção, antigo presbítero protestante conhecido como “A Casa dos Cavaleiros de S. João”, se destaca pelas máscaras assustadoras na fachada em triângulo. 

A Rue des Clefs era um dos principais centros de comércio da antiga Colmar. Espaços humanizados, sem carros, lojas, restaurantes e bares dão um colorido francês e latino ao local, em contraposição às construções enxaimel alemãs, predominantes.

A “Pequena Veneza” é um dos passeios turísticos mais disputados de Colmar. Cada olhar pelo canal sobre o rio Lauch revela uma beleza ímpar. As casinhas, o reflexo das ruas na água, as ornamentações, as flores, são flashes difíceis de acreditar serem reais e que ali vivem pessoas como nós.

Não pode deixar de ser destacada a cozinha de Colmar, de tradição alemã. Muita carne de porco, chucrute, tortas flambadas, boas cervejas e, claro, os famosos vinhos brancos da Alsácia. Bon Voyage!

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