Dordonha, o encanto do turismo no interior da França

Publicado Quarta, 26 Junho 2019 12:42
Arte rupestre da Europa: O visitante se perde entre bosques, rios, pontes antigas, florestas, vinhedos, campos de girassóis e vales verdes deslumbrantes © Foto: Divulgação / wikipedia Arte rupestre da Europa: O visitante se perde entre bosques, rios, pontes antigas, florestas, vinhedos, campos de girassóis e vales verdes deslumbrantes © Foto: Divulgação / wikipedia

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O Vale do Rio Dordonha, no sudoeste da França, a 200 km de Bordeaux, tem a pedra e a luz como elementos fundamentais. A região é conhecida como terra dos 1001 castelos.

Palácios, fortalezas medievais penduradas em penhascos, o maior conjunto de cavernas da Europa e a famosa gruta de Lascaux, com pinturas rupestres que remontam há mais de 20 mil anos, colocam esta região como o maior acervo de arte rupestre da Europa e um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo.

A Dordonha foi um dos cenários da famosa guerra dos Cem Anos (1337–1453) A paisagem urbana medieval, totalmente preservada, foi residência da nobreza francesa nos séculos seguintes. Com a descoberta, em 1940, da hoje mundialmente conhecida gruta de Lascaux, a região acabou por impulsionar o turismo internacional e mostrou para o mundo esta verdadeira pedra preciosa.

Para completar a magia, a região conhecida como Perigord Noir, por causa das florestas de carvalho escuro, produz vinhos franceses famosos. Aqui, o visitante se perde entre bosques, rios, pontes antigas, florestas, vinhedos, campos de girassóis e vales verdes deslumbrantes. As cidadezinhas medievais, consideradas as mais charmosas da França, oferecem de quebra, uma gastronomia riquíssima, como o foie gras e as trufas verdadeiras.

O melhor período para visitar a Dordonha é entre maio e outubro. Fora desta época, o rigor do inverno esconde um pouco da beleza da paisagem.

A Cidade de Sarlat-la-Canéda, vilazinha medieval fascinante, com menos de dez mil habitantes, revela a verdadeira alma da região.

Breve história de Sarlat

 A vila começou no século 9 com uma abadia beneditina e, mais tarde, em torno do século 16, tornou-se importante polo de comércio e poderoso centro político e judicial vinculado ao bispado.

Após a Revolução Francesa, em 1789, a Igreja Católica perde o bispado de Sarlat e, consequentemente, a cidade perdeu sua posição de centro de comércio. Felizmente, hoje, que tenha ocorrido isso para o turismo, pois, sua evolução em nome do progresso teria destruído os edifícios históricos e o clima de vila medieval que marcam a personalidade do lugar.

Em 1962, a cidade se tornou laboratório de uma lei francesa destinada a proteger o patrimônio das cidades. Foram destinados recursos para restaurar os edifícios antigos de Sarlat e, agora, a cidade tem a maior densidade de monumentos históricos e monumentos classificados da França. Hoje, ela é classificada como uma “Cidade da Arte e da História” e como Plus Beaux Detour - uma cidade que merece uma visita por sua beleza. Seu centro histórico é parte da lista provisória de Classificação do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Sarlat é para ser visitada a pé. No escritório de turismo, próximo à Catedral, você recebe sugestões de roteiros e atrativos, todos imperdíveis.

A Rue de La republique cobre toda a cidade antiga, cortada por ruelas e labirintos mágicos. A Catedral, na Place de Payrou é um misto de estilos românico, gótico, partindo do medieval, passando pelo renascentista ao neoclássico do século 18.

O campanário do século 12 é a lembrança do período da França Carolíngia. Logo acima da Catedral, o Jardin de Enfeus é um antigo cemitério com túmulos construídos nas paredes da igreja.

A Rue des Consuls é um dos destaques de Sarlat. Mansões impressionantes, como o Hotel de Mirandol, do século XVI, com a sua imponente entrada, o Hotel Plamon, do século 14, com suas três janelas arqueadas. O Hotel de Vassal foi construído no século XV e tem uma torre dupla. O Hotel Tapinois de Betou tem uma escadaria monumental.

Perder-se pelas ruas de Sarlat é como se encontrar em outro tempo. Cafés aconchegantes, lojinhas com obras de arte local, os telhados, as janelas, tudo com detalhes de bom gosto e charme ampliam o prazer de fazer turismo no interior da França.

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