Campanha vai mostrar que Macacos está preparada para receber o turista

Publicado Quarta, 10 Julho 2019 16:36
Gastronomia: A culinária de São Sebastião de Águas Claras em seus variados restaurantes é um ponto de atração do distrito © Foto: Divulgação/Ricardo Barbosa/cedida ALMG Gastronomia: A culinária de São Sebastião de Águas Claras em seus variados restaurantes é um ponto de atração do distrito © Foto: Divulgação/Ricardo Barbosa/cedida ALMG

Comerciantes, empresários, moradores e a empresa Vale se unem para desenvolver plano de marketing visando potencializar e fomentar o turismo do distrito.

“Precisamos resgatar o fluxo do turismo em Macacos e recuperar a economia, basicamente sustentada pelas pousadas e gastronomia locais”, afirmou Leonardo Martins Batista, um dos representantes da comunidade.

Comerciantes e empresários do Distrito de São Sebastião de Águas Claras - Macacos - reuniram-se no último dia 4, com representantes da Vale S/A e com a Defensoria Pública de Minas para tratar da execução de um plano de marketing visando potencializar e fomentar o turismo local. O plano está sendo desenvolvimento pelo grupo Fredizak, empresa escolhida pelos representantes da comunidade local e comerciantes pela identidade do proprietário com o arraial de Macacos e com a cidade de Nova Lima, e contratado pela Vale.  As interlocuções mantidas entre a Vale, comerciantes e empresários locais vêm acontecendo desde o dia 18 de fevereiro, dois dias após o toque da sirene que alertou sobre o risco e possível rompimento da barragem B3/B4 da Mina Mar Azul localizada no distrito.

Segundo informou o empresário Leonardo Martins Batista, proprietário da Pousada Kumaru e um dos representantes dos comerciantes nesse pleito, foi criada uma comissão para tratar junto à empresa as questões relacionadas ao prejuízo causado com o possível rompimento da mina de rejeitos. Após várias tratativas, uma lista de reivindicações pertinentes às perdas para o setor de turismo e gastronomia do arraial foi entregue à Vale e à prefeitura. Dentre as reivindicações, a Vale se propôs atender, inicialmente, dois itens da lista que são: a indenização e ressarcimento de lucros cessantes (danos materiais sofridos por alguém) e a realização de uma campanha na mídia para fortalecer a imagem do arraial e atrair o turismo novamente.

Resgate

Ainda segundo Leonardo Martins, a campanha deverá ser dividida em dois momentos:  primeiro, esclarecer sobre a segurança da barragem; em seguida, mostrar o potencial da cidade. “Após o ocorrido, estamos com a ocupação hoteleira em torno de 50%. Precisamos resgatar o fluxo do turismo em Macacos e recuperar a economia do arraial, basicamente sustentada pelas pousadas e gastronomia locais. Precisamos de uma campanha para mostrar que Macacos e seus moradores estão preparados para receber o turista”, ressalta Leonardo.

A campanha recebeu ajuda do Sebrae e da Prefeitura de Nova Lima para o briefing e será ampliada para todo o município, uma vez que a Vale possui outras barragens em outros pontos da cidade. A ideia é fortalecer o turismo como um todo, com foco em Macacos, mas com ações voltadas para o fortalecimento do polo cervejeiro do Jardim Canadá, do polo hoteleiro do Vila da Serra e do Centro Histórico da cidade e de Honório Bicalho.  

O empresário informou que a Vale mantém um escritório na cidade para atender os moradores e comerciantes. “Há também uma grande intervenção na estrutura da barragem para evitar qualquer possível risco de rompimento. Todos vemos obras e máquinas pesadas trabalhando, mas não sabemos o que está sendo feito.”

De acordo com ele, Macacos possui, aproximadamente, cerca de 60 pousadas, 20 restaurantes e a população gira em torno de 3 mil pessoas. Ele informou que o comércio ainda está muito devagar e vários proprietários de restaurantes estão trabalhando muito para não fechar seus estabelecimentos.  

Vale mantém interlocução com comunidade e autoridades

A Vale informou, através de sua assessoria, que “desde o dia 16 de fevereiro, quando a Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem B3/B4 foi evacuada pela Defesa Civil, os moradores de Macacos foram acolhidos em hotéis e pousadas da região, ou em casa de familiares, respeitando as suas escolhas. No total, 237 pessoas estão sendo atendidas até a disponibilização de moradia provisória. A Vale está providenciando moradia provisória para as famílias desalojadas com assistência para água, luz, gás, mobiliário, utensílios domésticos, eletrodomésticos, enxoval completo (cama, mesa e banho) e cesta básica. A empresa mantém interlocução com representantes da comunidade de Macacos, Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura de Nova Lima e demais órgãos competentes para entender as demandas dos atingidos e, caso confirmadas, resolvê-las de forma célere, sempre em comum acordo com todas as partes interessadas. Os procedimentos adotados pela Vale respeitam esse trâmite.”

Ainda segundo a Vale, “os atingidos que tenham interesse na solução consensual para indenização por danos materiais e morais podem procurar o escritório da Vale, situado na Rua São Luiz, 181, que funciona de segunda à sexta, das 9h às 18h. Os interessados devem estar acompanhados por representante da Defensoria Pública ou por advogado particular.”

Barreira formada por pedras

Com relação às obras, a Vale informou que a obra de contenção que será realizada em Macacos consiste em uma barreira formada por pedras (enrocamento) a ser construída a 8 km à jusante da barragem B3/B4, pouco antes da estrada que liga o distrito de Macacos à sede do município de Nova Lima. “O objetivo da obra é minimizar os impactos às comunidades e ao meio ambiente, incluindo o Rio das Velhas e a Estação de Tratamento de Água de Bela Fama, além de toda a Zona de Segurança Secundária (Honório Bicalho, Rio Acima, Raposos, Nova Lima). Após concluída, a barreira terá a capacidade de reter todo o rejeito da barragem em caso de rompimento. Por se tratar de uma obra emergencial, não há necessidade de licenciamento prévio. A Vale informou o início da obra à Fundação Estadual de Meio Ambiente no último dia 29 de maio.  A Vale está construindo um acesso na região para evitar que os caminhões trafeguem dentro da vila de Macacos. A previsão é que toda a obra demande uma supressão de 28 hectares.”

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