Liechtenstein, minúsculo e poderoso país europeu

Publicado Quinta, 25 Julho 2019 12:30
Castelo de Vaduz: Residência oficial do Príncipe de Liechteinstein. Encravado num penhasco, cerca de 120 metros acima da cidade, com uma vista maravilhosa © Foto: Divulgação / wikipedia Castelo de Vaduz: Residência oficial do Príncipe de Liechteinstein. Encravado num penhasco, cerca de 120 metros acima da cidade, com uma vista maravilhosa © Foto: Divulgação / wikipedia

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Do tamanho da Ilha de Manhattan, em Nova York, este microestado na região alpina, entre a Áustria e a Suíça, mescla o antigo com o novo na arquitetura e tem muitos museus para visitar e uma infinidade de lojas para as compras.

Este microestado Europeu na região alpina, entre a Áustria e a Suíça, é, no mínimo, muito curioso. A começar pela dimensão territorial. O país é praticamente do tamanho da Ilha de Manhattan, em Nova York. Entre suas singularidades, o principado, hoje, com menos de 35 mil habitantes, tem o mesmo território e pertence à mesma família desde o século 15.

Na década de 1970, o governo atraiu capital estrangeiro com baixas tarifas corporativas e o país se tornou um dos mais ricos do mundo. Com a economia crescendo, Liechtenstein, que tem a terceira renda per capita, atrás de Qatar e Luxemburgo, se formou, hoje, como um paraíso fiscal na Europa, onde se “lava” dinheiro. Não é à toa que a etimologia do termo alemão “Liechtenstein” se traduz como “pedra clara” (Liechten – Stein). Empresas estrangeiras estabelecidas no país respondem por 30% da receita nacional.

Liechtenstein faz parte do acordo de Schengen. Suas fronteiras são abertas dentro da Europa e não há controle de passaporte. Como o país não faz parte da União Europeia, a moeda local é o Franco Suíço. Mas, aceita-se Euros em praticamente todos os lugares.

O Rio Reno é sua principal artéria. O céu, frequentemente nublado, o clima úmido e o rigoroso inverno alpino se refletem na monótona regularidade das casas, dos telhados, das ruas, bem ao estilo alemão.

Para chegar a Liechstenstein, pega-se um trem em Innsbruck, Áustria, depois, um ônibus leva a gente à capital do Principado, Vaduz.

O ônibus tem ponto final exatamente no calçadão, em frente ao ponto de informações turísticas da cidade, onde paga-se dois euros para ter registrado em seu passaporte o carimbo do Principado e você recebe o mapa com orientações sobre dos atrativos.

No verão, as bicicletas tomam conta das ruas de Vaduz. Idosos, jovens e crianças, milionários e a classe média (não existe pobreza) se misturam em pedais coloridos.

Rua Stadtle

A cidade mescla o antigo com o novo na arquitetura e tem muitos museus para visitar. Mesmo sendo uma cidade pequena, um dia só de passeio é pouco. O segredo é escolher o que mais lhe interessa, ou simplesmente, perder-se pela Rua Städtle, que já é um museu a céu aberto e com uma infinidade de lojas de relógios, uma característica cultural da população.

Na Rua Stadtle é onde fica a maioria dos atrativos, inclusive o Museu Nacional, o mais importante e completo da cidade, com um acervo que percorre toda a história do Principado.

Entre os acervos imateriais do museu, conta-se que o famoso escritor alemão, Johann Wolfgang von Goethe visitou este prédio em 1788. Na época, era uma taverna. Muito interessante. Vale a pena. O prédio do Governo ostenta a imponência e a austeridade germânica.

Em cada esquina da rua há uma obra de arte exposta e que chama a atenção, inclusive a famosa e volumosa escultura em bronze, a Rhuende Frau, do artista colombiano, Fernando Botero.

Castelo de Vaduz

Bem próximo daí fica o minúsculo Landtag – o Parlamento de Liechtenstein, com apenas 25 membros. Mais ao fundo, a Catedral de Liechtenstein, construída em 1874. Nela estão sepultados alguns dos príncipes de Liechtenstein.

A atração principal da cidade é o Castelo de Vaduz, residência oficial do Príncipe de Liechteinstein. Encravado num penhasco, cerca de 120 metros acima da cidade, com uma vista maravilhosa, esta construção medieval é o testemunho do poder da família por séculos. No caminho para o castelo, plantações de uvas se misturam à neve numa paisagem inspiradora. Frustração é não poder entrar no castelo, já que funciona como residência oficial do monarca.

Sob o ponto de vista estritamente turístico, o país não é lá aquele lugar que você sairia do Brasil com o objetivo de conhecer, com expectativas, roteiro na mão, mapas etc. e, além do mais, é caro, tudo muito caro. Mas, estando por perto, vale, e muito, a experiência.

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