Ilha de Capri, charme e sofisticação no Sul da Itália

Publicado Quinta, 26 Janeiro 2017 10:51

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A ilha, não por acaso, é um dos destinos mais famosos de todo o litoral mediterrâneo.

Gente bonita, palco de famosos, penhascos, mansões, vistas incomparáveis, e um centro urbano elegante nos lembram os filmes do agente 007. Chega-se à ilha de Capri de barco, partindo de Nápoles. Ao aproximar dos gigantescos penhascos para atracar na “Marina Grande”, logo entendemos a razão da fama da ilha.

Um trenzinho funicular atravessa o morro e, entre cenários de cartão postal, desembarca no alto da ilha, no “centrinho”. Existem táxis que levam do porto ao centro, mas o preço da corrida, aproximadamente 20 euros para uma viagem, que não dura 10 minutos, não compensa.

O “centrinho” é um charme. Ruas floridas, calçadas humanizadas, bares com toldos convidativos, com mesas e cadeiras confortáveis nos convidam para um café, depois de um tour a pé.

Nas lojas, as sandálias de couro típicas de Capri, feitas à mão, são o grande apelo. Vitrines de marcas famosas coçam os bolsos dos desavisados.

Em Capri, a Piazzetta, a praça na parte mais alta do centro, é o local onde as pessoas dão uma pausa para apreciar a vista no mirante, serem vistas e relaxar bebendo algo.

A região da Piazzetta é também a melhor opção para se hospedar. Lá, você tem todo o movimento da ilha e as melhores vistas no entorno, sem precisar do carro. Coerente com a sofisticação do destino, um café, nos bares, custa de 4 euros prá cima.

À noite, o cenário apresenta certa elegância, nas roupas e nos saltos altos, que contribuem para o clima sofisticado.

Comer bem

Capri, como em toda a Itália, oferece muitas opções para se comer bem, principalmente, nos restaurantes elegantes. Afinal, a ilha é um dos balneários mais caros da Europa. Pratos sofisticados, a partir de 80 euros por pessoa, mais vinhos, sobremesa etc, exige uma retaguarda financeira.

Opção mais plausível são os restaurantes mais simples, as osterias, com ótima comida e pratos em torno de 15 euros.

No dia seguinte, o recomendado é um panorâmico na ilha, para se encantar com os contrastes entre rochas, penhascos, ricas mansões penduradas no infinito, e o Mediterrâneo azul.

A vista mais disputada da ilha é o Giardino di Augusto. O local privilegiado é uma antiga propriedade do industrial alemão, Alfred Kupp, comprada no início do século XX.

Dalí se avista o cartão postal de Capri: as Faraglioni, três pedras, com cerca de cem metros de altura.

Gruta Azul

Outro atrativo na ilha, a Gruta Azul, é envolta em superstições. Diz-se que o lugar era habitado por “maus espíritos”. A Gruta Azul é um tesouro, onde foram encontrados diversos objetos e esculturas do antigo período romano. Por esta maldição, a gruta esteve fechada por muitos anos. Em 1826, um grupo de alemães e italianos resgatou o local como atrativo.

Para entrar na gruta, que tem 25 metros de largura, 60m de comprimento e uma entrada com menos de um metro de altura, só com um pequeno barco a remo para 4 pessoas. O barquinho faz um giro pela gruta, enquanto o remador canta clássicos napolitanos.

Em meio à cavidade da rocha, a água é tão azul, que parece transparente. É proibido entrar na água e nadar e o passeio dura cerca de 5 minutos. Entre novembro e março, as visitações são proibidas pelo risco do mar agitado neste período.

Praia mesmo, nos moldes que nós brasileiros consideramos - areia branca, espaços abertos de litoral etc - em Capri, é ficção. O solo vulcânico imprime uma beleza singular nos “beach clubs”, mas, pouco confortável para banhistas. Pessoas bonitas se amontoam em cadeirinhas de praia, nas pedras e se calam maravilhadas diante do tom azul profundo do Mediterrâneo, entre rochas enormes e escuras. Dois dias são suficientes para viver a magia da ilha de Capri. Mas, serão dois inesquecíveis dias para o viajante sensível.

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