Os dois lados do turismo

Publicado Segunda, 26 Março 2018 19:42
Brasil: Ilha da Queimada, ou Ilha das Cobras, como é mais conhecida, é o lar da serpente mais mortífera do mundo, a “Víbora Lancehead Dourado” Brasil: Ilha da Queimada, ou Ilha das Cobras, como é mais conhecida, é o lar da serpente mais mortífera do mundo, a “Víbora Lancehead Dourado”

Não é sempre que o turismo é bem-vindo em alguns destinos do mundo.

Já existem locais citados nesta coluna, em que moradores fazem manifestações contra turistas alegando depredação do ambiente natural e urbano e a ameaça à paz dos cidadãos locais.

Na discussão, de um lado, o argumento de que os destinos e os atrativos não sobrevivem sem os recursos do turismo; e, do outro lado, a acusação de que o próprio turismo que alimenta, também acelera da degeneração do atrativo turístico.

O fato é que alguns atrativos precisam de controle rígido de visitantes. No Brasil, é o caso do arquipélago de Fernando de Noronha, como o é em Machu Picchu, no Peru, onde se limitam o número de turistas por dia.

Alguns destinos, para preservar a natureza, a arqueologia, a tradição religiosa e até a segurança das pessoas, radicalizaram e proibiram totalmente as visitas.

Veja alguns desses lugares, que o simples turista não conhecerá:

Cavernas de Lascaux (França)

Cavernas com desenhos da Idade da Pedra, na região da Dordonha, na França, uma das principais atrações da região. Proibiram a entrada de turistas, pois a umidade produzida pelos visitantes trazia risco para as pinturas. 

Santuário Ise Jingu (Japão)

Complexo religioso, em Uji-tachi, no Japão, numa área que equivale ao tamanho de Paris. O templo é completamente desmontado e um novo é construído no mesmo lugar para simbolizar a morte e a renovação. A última cerimônia aconteceu em 2013. Hoje, apenas os líderes religiosos de alto status e membros da família imperial do Japão têm acesso.

Ilha de Diego Garcia (Oceano Índico)

Paraíso no Oceano Índico, com praias de areia branca e mar azul turquesa, a ilha, de propriedade britânica, teve todos seus moradores expulsos pelo governo em 1973. No lugar, construíram uma base militar. Várias teorias da conspiração circulam na internet. Desde o uso pela CIA para torturar prisioneiros como esconderijo do voo 370 da Malaysia Airlines.

Área 51 (Estados Unidos)

Localizada no sul do estado americano de Nevada, a Área 51, é um destacamento remoto da Base Aérea de Edwards. Diz a lenda que neste local o governo estuda e esconde seres extraterrestres, além da nave espacial e os ocupantes que teriam caído no estado do Novo México, em 1947. Apenas militares têm acesso às instalações.

Svalbard Global Seed Vault  (Noruega)

Um gigantesco cofre construído no arquipélago norueguês de Svalbard abriga cerca de um milhão de sementes das mais variadas plantas do planeta. Construído para “preservar a vida na Terra no caso de uma tragédia global”, ele armazena sementes ornamentais, de frutas e outros alimentos depositadas por 73 instituições de diversos cantos do planeta. As entidades depositam suas sementes e somente elas têm acesso aos depósitos. Apenas funcionários e poucas pessoas são autorizadas a entrar.

Ilha de Surtsey (Islândia)

Emergida no oceano entre 1963 e 1967, a ilha vulcânica, a 32 km da costa da Islândia foi imediatamente vetada para turistas. Os cientistas isolaram o local para monitorar a colonização da ilha por plantas e animais, fungos e bactérias. Mais de 89 variedades de pássaros já foram vistas na ilha, além de mais de 335 espécies de invertebrados. O acesso é extremamente restrito e suas redondezas vigiadas. Não é permitido mergulhar por perto, construir nada nos arredores ou passar de barco muito próximo.

Ilha da Queimada Grande (Brasil)

Localizada a 35 km do litoral paulista, a ilha, também conhecida como Ilha das Cobras, não possui água doce, mamíferos e é infestada apenas por cobras. São mais de 2.500 serpentes extremamente venenosas e em extinção. A Ilha das Cobras, único lugar no mundo a ter esta espécie, acabou se transformando num santuário destas jararacas. O local é protegido por leis ambientais e apenas pesquisadores têm permissão para visitar a ilha.

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