Riga, o espírito dos Países Bálticos

Publicado Quarta, 27 Junho 2018 13:27
Arquitetura medieval: Bares, restaurantes e cafés, com mesas ao ar livre, são pontos inesquecíveis para visitantes © Foto: divulgação / Banco de Imagens Arquitetura medieval: Bares, restaurantes e cafés, com mesas ao ar livre, são pontos inesquecíveis para visitantes © Foto: divulgação / Banco de Imagens

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Letônia fica entre a Lituânia, ao Sul, e a Estônia, ao Norte. Faz limite, a Leste com a Rússia e a Bielorrússia e a Oeste, com o Mar Báltico.

Dos três milhões de habitantes, 60% são letões. Os letões originais migraram para outros centros e boa parte da população foi deportada para a Sibéria, durante o regime soviético. Os russos representam 26% da população.

O país, famoso pelo “pinho de Riga” ainda mantém 40% de seu território preservado por florestas. Hoje, este pequeno país, membro da União Europeia é o coração dos países Bálticos, que incluem a Estônia e a Lituânia.

A capital da Letônia, Riga, é palco de 800 anos de alianças políticas e comerciais. A fundação de Riga é atribuída a comerciantes germânicos e soldados das Cruzadas. Com o pretexto de conversão dos Livônios ao Cristianismo, os Cavaleiros de Cristo dominaram os negócios às margens do Rio Duagava.

A cidade conviveu com o Sacro Império Romano Germânico, os negócios da Liga Anseática, o Império Austro Húngaro, a Rússia Imperial, até sua independência em 1991, com o fim da União Soviética.

A paisagem urbana fascina. O verde nos jardins, lagos e os canteiros de flores nas janelas retratam o respeito da comunidade à natureza.

A cidade preserva parte da antiga muralha retirada no século XIX. Na Torre de Pólvora, remanescente de outras dezoito que garantiam a segurança da cidade, funciona, hoje, o Museu de Guerra Letão.

No centro histórico, ruas estreitas em pedra, muralhas, os símbolos maçônicos nas pedras registrando o poder oculto emolduram esta cidade fervilhante de nativos e turistas principalmente europeus. A arquitetura medieval e Art Noveau, bares, restaurantes e cafés, com mesas ao ar livre, são pontos inesquecíveis para visitantes, onde, claro, jorra muita cerveja.

As ruas de maior movimento, como a Meistaru iela misturam os hábitos antigos com velhinhas de lenço na cabeça, com ar de babushkas russas e roqueiros e happers tatuados, testemunhas da ocidentalização da Letônia após independência da União Soviética.

A Praça da Prefeitura também é rica em contrastes. Duas casas chamam a atenção: a Casa dos Cabeças Pretas e a Casa Schwab. Elas foram sede de uma irmandade de mercadores estrangeiros solteiros, que terminou por ordem de Hitler. As duas casas foram destruídas na II Guerra Mundial e reconstruídas em 1999.

O prédio da Prefeitura, construído em 1334, juntamente com Castelo de Riga e a Catedral do Domo formavam o centro do poder da Letônia. Na praça funcionava um mercado, onde aconteciam festivais e eram feitas as execuções.

Outra praça para se conhecer é a Laukums, colorida de restaurantes e cafés nos dia de Sol. A Casa dos Gatos é um edifício amarelo, em estilo Art Noveau, com estátuas de gatos pretos no telhado. A lenda é que o proprietário do prédio não foi aceito na congregação de mercadores da Grande Guilda. Então, como protesto, colocou as estátuas dos bichanos eriçados.

Andando mais um pouco se avista a cúpula da Catedral do Domo, construída no início do século XIII. A catedral já foi a maior igreja da região báltica. Destruída pelas guerras, agora, é uma igreja bem simples. A igreja acabou misturando vários estilos arquitetônicos. Seu interior abriga túmulos de antigos mercadores da cidade e um púlpito de madeira do século XVII. Os vitrais são mais recentes - do século XIX. Também é dessa época o órgão alemão, que já foi considerado o maior do mundo.

A comida típica da Letônia é deliciosamente pesada, bem ao gosto alemão: Carne de porco, frutos do mar, repolho e muita batata. O vinho quente temperado com canela, laranja e outras especiarias completam o aquecimento no inverno, além de, naturalmente, muita cerveja.

A melhor época para visitar a inesquecível Riga é entre Maio e Setembro, por conta de três meses no ano de Inverno com temperaturas muito baixas, neve e gelo.

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