Vilnius, Lituânia, o maior centro histórico em estilo barroco da Europa

Publicado Quarta, 26 Setembro 2018 17:26
Medieval: A cidade, Patrimônio Mundial da Unesco, é reconhecida como o maior centro histórico em estilo barroco da Europa © Foto: divulgação / Wikipedia.com Medieval: A cidade, Patrimônio Mundial da Unesco, é reconhecida como o maior centro histórico em estilo barroco da Europa © Foto: divulgação / Wikipedia.com

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O centro histórico, além de marcante presença judaica, abriga uma enorme quantidade de igrejas católicas romanas, ortodoxas russas e luteranas, todas com restauração impecável.

Quando um destino turístico é bom de verdade, a segunda viagem soa como um presente longamente desejado. Na edição passada do JORNAL BELVEDERE, falamos de Tallin, Estônia e do prazer de retornar aos países do Mar Báltico, pois restava muita coisa para melhor ver e viver. Em Vilnius, na Lituânia a sensação foi a mesma. Voltar ali trouxe um olhar mais agudo e mais sensível para esta cidade Patrimônio Mundial da Unesco, reconhecida como o maior centro histórico em estilo barroco da Europa.

Vilnius é Capital da Lituânia, ou Lietuva, em Lituano. Não tente entender a língua, uma das mais arcáicas de origem indo europeia. Ainda bem que, após a dissolução da União Soviética, em 1991 e adesão à União Europeia em 2004, a população mais jovem fala bem o Inglês.
A cidade velha abriga mais de dois mil edifícios históricos, medievais, góticos, renascentistas e barrocos. A Catedral neoclássica, de S. Stanislav e S. Vladislav, um majestoso prédio branco rodeado por colunas, como um templo grego e uma torre de sinos à frente, é o mais importante local de culto para os Católicos da Lituânia.  Assentada em uma praça imensa, com árvores seculares, ressalta aos olhos o azul profundo do céu de verão no Báltico.

O centro histórico, além de marcante presença judaica, abriga uma enorme quantidade de igrejas católicas romanas, ortodoxas russas e luteranas, todas com restauração impecável.

A cidade é rodeada de verde e cortada por rios e riachos limpíssimos. No verão, as pessoas navegam de caiaque, pescam; e até nadam em plena capital e, entre as árvores e o frescor do riacho, saboreiam algumas das melhores cervejas artesanais da Europa.

Come-se muito bem em Vilnius, a preços normais e até baixos para o padrão da região do Euro. Inacreditável é a quantidade de pequenos bares com mesas nas calçadas, onde se consome uma infinidade de tipos de cervejas artesanais. Entre as ruelas medievais, os sobrados com cores equilibradas em tons leves, restaurantes charmosos e lojas que vendem de tudo, nos dão vontade de entrar em todos e experimentar de tudo.

No Portão do Amanhecer, um dos santuários mais visitados da cidade, foi construída uma capela acima da porta, parte da tradição de se construir capela acima de cada portal de entrada da cidade murada, como proteção mística e também uma clara ostentação do poder da Igreja. No interior da capela, a pintura da Madonna da Misericórdia venerada como milagrosa pela tradição católica atrai peregrinos do mundo inteiro.

A Igreja de Santa Ana carrega a lenda de que Napoleão Bonaparte teria ficado tão fascinado com sua arquitetura, que quis levá-la de volta para Paris na palma de sua mão. A verdade é que, durante a marcha do exército napoleônico, a igreja esteve sob as mãos da cavalaria francesa, mas sobreviveu intacta até hoje.

No centro histórico fica também a Universidade de Vilnius, a mais antiga universidade da Europa de Leste, fundada em 1568. Uma mescla de estilos arquitetônicos. Sua construção inclui 12 pátios e a impressionante Igreja de São João, com a torre de quase 70 metros de altura. Ao lado, o Palácio Presidencial, outro edifício monumental, que recebeu figuras históricas ilustres como Napoleão Bonaparte e o Czar Alexandre I.

Andando pela Gediminio Prospektas, a principal avenida da cidade, tem o museu das vítimas do Genocídio da KGB russa. De estética discutível, mas para quem tem interesse, muito realista, é uma testemunha da opressão dos soviéticos ao povo lituano, das resistências e das deportações para a Sibéria. Lá, se pode visitar as celas dos presos, câmaras de tortura etc. O prédio foi usado como quartel general entre 1940 e 1991 e durante a ocupação nazista entre 1941 e 1944.

Vilnius é, principalmente, uma cidade-bosque, histórica, rica em patrimônio, dispõe de excelente serviço de receptivo e de grande hospitalidade da população. É para ir e retornar muitas vezes.

 

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