A rica cultura do mundo antigo e medieval de Languedoc-Roussillon

Publicado Terça, 13 Novembro 2018 10:02
Arquitetura bizantina: A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla. © Foto: divulgação / Wikipedia.com Arquitetura bizantina: A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla. © Foto: divulgação / Wikipedia.com

Separe uma temporada inteira para conhecer de perto a região do sul da França, seu povo, sua hospitalidade e costumes.

Visitamos um dos mais lindos registros da cultura romana antiga e medieval no Mediterrâneo francês. Suas fronteiras fazem limite ao sul com a Espanha, Andorra e com o Mar Mediterrâneo. A região é composta por cinco departamentos: Audde, Gard, Hérault, Lozere e Pyrenées Orientales. Roteiro imperdível para o viajante sensível.

Verdadeiro tesouro da colonização romana, a região de Languedoc-Roussillon é um dos mais antigos polos produtores de vinho da Europa. Entre os mais conhecidos, estão o Vin de Pays d’Oc e o espumante Crémant de Limoux.

No século 5 a.C, os gregos descobriram o potencial das terras de Languedoc para o cultivo das vinhas. Somente no século 17 d.C os gregos adquiriram as terras de Roussillon. Em 1980, elas foram unidas e, com esta unificação, o potencial vinícola foi expandido e consolidado. A região integra hoje a Occitânia, que compreende a Provença e as montanhas do Pirineus orientais.

A mistura cultural de povos antigos e modernos (espanhóis, celtas, gregos, etruscos fenícios, romanos, visigodos), criou a diversidade singular em toda a região, onde estão 13 das mais belas aldeias da França.

O território tem este nome por uma razão curiosa. Ficou conhecido pelo nome de Languedoc pela maneira como os povos antigos dalií diziam “sim”. Os povos do norte diziam “oïl”, enquanto os povos do sul diziam “oc”. “Langue” é língua. Deste modo, o norte ficou conhecido como “Langue d’oïl”, e o sul, como “Langue d’oc”.

Este rico pedaço de terra abençoado pelo sol, beleza natural, clima agradável durante quase todo o ano e de grande importância para a história, preserva alguns dos mais importantes vestígios da colonização romana e da Idade Média na França.

A animada capital regional, Mont­pellier, lotada de estudantes, além de fervilhante centro cultural, preserva um charmoso bairro medieval e mantém viva a memória deste povo mediterrâneo.

Patrimônios Mundiais

Em meio a essas maravilhas da cultura francesa do sul, Languedoc-Roussillon tem quatro locais classificados como Patrimônios Mundiais pela Unesco: o Arqueduto Pont du Gard (o maior arqueduto romano do mundo), a cidade medieval de Carcassonne, o Canal du Midi e os caminhos da peregrinação de Santiago de Compostela.

Em Perpignan, a cultura catalã predomina. A agradável cidade litorânea de Sète, muito procurada para esportes náuticos e pelas praias de areias finas, é ótima base para conhecer a região. A região dos cátaros, um grupo de cidades medievais fortificadas tem seu símbolo maior na conhecida Carcassonne, uma verdadeira joia, que data de 3.500 a.C. e  se destaca pelas muralhas e pelo Canal-du-Midi, do século 17. O aqueduto da Pont du Gard, a Arena de Nimes, um anfiteatro romano, são também obras-primas da engenharia romana. Em Perpignan, o Palácio dos Reis de Mallorca, em estilo gótico, registra a influência espanhola em Roussillon.

As praias da região, embora não sejam exatamente um atrativo para turistas brasileiros, recebem visitantes de toda a Europa.  No Alto Languedoc, as estações balneárias de Argeles-sur-Mer, Canet-Plage, Saint-Cyprien-Plage, Cap d’Agde e a Grande-Motte, reúnem complexas redes hoteleiras, campings, restaurantes e toda estrutura de serviços para férias de franceses, alemães, ingleses e demais turistas do norte da Europa. O Parque Nacional de Cévennes completa a riqueza de atrativos. É próprio para o turismo de aventura, como canoagem, exploração de cavernas e escalada em rocha, além da prática de esqui, tradicional atrativo dos Pireneus.

A região de Languedoc-Roussilloné, meio fora da curva dos grandes destinos europeus, um roteiro à parte na Europa. Lugar para ser visitado para quem já conhece a Europa e quer se aprofundar nesta rica cultura do mundo antigo e medieval.

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