Casablanca, tradição islâmica quase na Europa

Publicado Quinta, 24 Janeiro 2019 16:40
Mesquita Hassan II: Visível em qualquer ponto da cidade e atração indispensável, é uma das maiores do mundo, abriga 25 mil fieis e destaca-se por ser a única em Marrocos a receber não-mulçumanos © Foto: Divulgação / Pixabay.com Mesquita Hassan II: Visível em qualquer ponto da cidade e atração indispensável, é uma das maiores do mundo, abriga 25 mil fieis e destaca-se por ser a única em Marrocos a receber não-mulçumanos © Foto: Divulgação / Pixabay.com

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Casablanca, em Marrocos, uma das cidades mais cosmopolitas do país, ficou conhecida no mundo depois do clássico filme “Casablanca”, lançado em Hollywood em 1942.

Este cenário de cinema merece sua fama internacional. Marrocos fica distante, aproximadamente, 15 km do Sul da Espanha e próximo a Portugal. O país, que tem o islamismo como religião oficial é banhado pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Atlântico.

Marrocos apresenta uma grande diversidade étnica. Cerca de 70% da população é composta por árabes e aproximadamente 29% berberes, inclusive com diferenças linguísticas.

A singularidade da cultura islâmica está em cada canto da capital, Casablanca, o que torna esta metrópole com mais de 5 milhões de habitantes um dos destinos mais destacados do norte da África.

Assim como nos países vizinhos, Argélia, Mauritânia e Sahara Ocidental, estar em Casablanca é ter acesso a uma experiência única. Ao lado da rica e vigorosa tradição árabe, as avenidas a beira mar de Casablanca são uma grande vitrine de lojas de grifes internacionais famosas, na mais clássica estética europeia. 

A cidade foi erguida em frente à costa atlântica, onde está o maior porto do norte da África e recebe também voos diários de conexões para a África e Europa.

Apesar de manter a história e cultura árabe, Casablanca se adaptou aos tempos modernos. Sua arquitetura mescla elementos marroquinos tradicionais ao estilo das melhores construções de Marselha, na França, o que confere à cidade um ar cosmopolita.

Construções arrojadas como o Marroco Mall, um dos cinco maiores shoppings centers do mundo, e a Mesquita Hassan II, considerada uma obra-prima da construção árabe, exibem uma mescla suntuosa de tradição e contemporaneidade. As longas avenidas decoradas com palmeiras em frente aos prédios, sempre na cor branca, mansões grandiosas de alto nível, praças, parques e jardins revelam o lado chique de Casablanca.

A Praça Mohammed V foi construída em 1920 para ser o centro administrativo da cidade. O largo é uma síntese de Casablanca, repleta de monumentos suntuosos.

Por falar em Mohammed, chega a ser hilário ver os nomes de, praticamente, todos os homens locais serem uma variação em torno de Mohammed, Mahammed, Mahamoud, Houssein e Hassan, com declinações para Amir e Omar, referência às tradições islâmicas.

A Mesquita Hassan II, visível em qualquer ponto da cidade e atração indispensável, é uma das maiores do mundo e abriga 25 mil fieis. Detalhe é ser ela a única em Marrocos a receber não-mulçumanos.

O “Le Corniche” é um calçadão, tipo “point” a beira mar, de invejável estrutura de bares e restaurantes com vistas para o mar, é um local aonde as pessoas vão para verem e serem vistas.

Medina, a parte mais antiga da cidade é um centro de especiarias e artesanato típico, onde o viajante tem acesso ao lado mais tradicional do país. Ali vemos uma amostra dos costumes marroquinos, inclusive as insistentes, às vezes, irritantes ofertas de venda de produtos e souvenirs.

O bairro de Habous, construído na década de 1920, é uma área exótica em Casablanca. Charmosos becos e ruas com lojas e bazares de artesanato, como um sonho, nos transportam ao histórico ambiente do profeta Maomé.

Como registro da tradição cristã em pleno mundo árabe, está a imponente Catedral do Sagrado Coração, ou simplesmente Catedral de Casablanca.  Uma antiga catedral católica marroquina, construída em 1930, em estilo neogótico, A partir de 1956, depois da independência de Marrocos, a catedral deixou de prestar serviços como igreja e foi convertida em centro cultural.

Casablanca é um destino que pode ser visitado, praticamente, o ano inteiro. Melhor é evitar os meses de novembro, dezembro e janeiro, por causa das chuvas abundantes. Para quem tem dificuldades com o clima quente, (que é o meu caso), os meses mais quentes são de julho a setembro.

Um jornal moderno, com a credibilidade e a leveza no jeito diferente de informar. Notícias, cultura, gastronomia, negócios, eventos e muito mais sobre um dos bairros mais charmosos de BH.

31 3264.0211 | 3286.1181

Edição Digital

Inscreva-se e receba o Jornal Belvedere em formato PDF.

Não mandaremos Spam!