Marrakech, a cidade vermelha

Publicado Segunda, 11 Fevereiro 2019 18:51
Fervilhão: Em Marrakech, a Medina fica na Praça “Jemaa el Fna”. Milhares de barraquinhas vendendo de tudo. Coloridas exibições de serviços, os mais diversos, tatuagem de Henna, até o espetáculo, de gosto discutível, da dança das cobras © Foto: Divulgação / Pixabay.com Fervilhão: Em Marrakech, a Medina fica na Praça “Jemaa el Fna”. Milhares de barraquinhas vendendo de tudo. Coloridas exibições de serviços, os mais diversos, tatuagem de Henna, até o espetáculo, de gosto discutível, da dança das cobras © Foto: Divulgação / Pixabay.com

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Uma das três cidades marroquinas com o maior acervo cultural do país, ao lado de Fez e Méknes, Marrakech surpreende o visitante pelas cores de sua cultura e pela exótica tradição mulçumana.

Mas, pode também assustar inicialmente o turista desavisado. A começar pelo trânsito caótico, pela quantidade de insistentes vendedores de tudo, que sugere certa improvisação, uma verdadeira muvuca generalizada. O apelido de cidade vermelha é pela cor predominante nas construções e na decoração.

O árabe marroquino ou o “Darijá” é o idioma oficial em Marrocos. Mas, a colonização francesa, que durou até a metade do Século XX, espalhou sua língua pelo país e praticamente todo mundo fala francês. Como é destino turístico internacional, o inglês também resolve fácil a comunicação.

De qualquer forma, não é recomendável visitar a cidade sem uma guia, tomando o cuidado de contratar profissional licenciado e certificado. Consulte no seu hotel. Evite guias que oferecem “tours” nas ruas. O barato pode sair caro. Em Marrakech, como nas outras cidades turísticas de Marrocos, os batedores de carteira e golpistas tentando extorquir o turista com boa conversa parecem ter saído do Rio de Janeiro. Mas, nada disso esconde o encantamento de estar em Marrakech.

O fervilhão da cidade é na Medina. Na cultura árabe, Medina é o nome que se dá às cidades antigas cercadas por muralhas, que contem uma praça central, onde ficam pelo menos uma mesquita, o Palácio do poder e um mercado, chamado “Souk”.

Em Marrakech, esta ebulição fica na Praça “Jemaa el Fna”. Milhares de barraquinhas vendendo de tudo. Coloridas exibições de serviços, os mais diversos, tatuagem de Henna, até o espetáculo, de gosto discutível, da dança das cobras. Naquele momento, o exótico nos revela a dimensão da diversidade humana e nos ensina a respeitá-la.

As tendas da Medina formam labirintos de cores e cheiros. As lojinhas do mercado (Souk) nos levam a nos perder de tanta variedade. Temperos, como o açafrão, cristais de menta, utilizados como infusão para a cura da gripe, artesanato de louças e utensílios, luminárias de extrema beleza feitas em prata, ferro e latão, tudo submetido, necessariamente, a muita pechincha, que costuma render até a um quarto do preço proposto.

Entre as visitas indispensáveis está o “Palais Bahia” antiga residência do conselheiro do Sultão durante o Império Otomano. O palácio decorado do chão ao teto, com 150 quartos, pátios e jardins de sonho, abriga um suntuoso harém, onde ficavam as 4 esposas e 24 concubinas do conselheiro.

O Musée de Marrakech, cuidadosamente restaurado no estilo mourisco exibe moedas, punhais ricamente adornados, objetos em cerâmica, além de projeções de filmes, concertos de música e exibições de teatro e dança. O museu é uma síntese da cultura islâmica.

Para dar um suspiro diante do caos urbano, o “Le Jardin Secret” são dois jardins enormes como oásis, com fontes de água colhida nas montanhas do Atlas: O Exotic Garden, com árvores e plantas vindas do todos os continentes e o Islmâmic Garden, com plantas exclusivamente da flora do Oriente Médio. Ali, pode-se sentar num café, passear numa livraria, ou visitar a torre com uma linda vista panorâmica para a cidade.

Quem aprecia a comida vegetariana vai se apaixonar com os restaurantes super decorados, que servem “tagines” deliciosos e sucos verdes com sabores inusitados e encantadores.

Hospedagem feita para ficar marcada em uma visita a Marrakech tem que ser em um “Riad”, um tipo de pousada típica marroquina, onde se aproveitam construções antigas para serem utilizadas para hóspedes, sempre com um requinte de decoração, muitos azulejos e tapetes e mimos especiais no café da manhã com panquecas e geleias típicas.

Marrakech é inesquecível, mas exige do viajante o verdadeiro espírito para o novo E esta é a essência da viagem de turismo.

Um jornal moderno, com a credibilidade e a leveza no jeito diferente de informar. Notícias, cultura, gastronomia, negócios, eventos e muito mais sobre um dos bairros mais charmosos de BH.

31 3264.0211 | 3286.1181

Edição Digital

Inscreva-se e receba o Jornal Belvedere em formato PDF.

Não mandaremos Spam!