Varsóvia, na Polônia: beleza e cultura muito além de cenário de guerra

Publicado Segunda, 27 Mai 2019 14:34
Varsóvia: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é um desses exemplos de recuperação e riqueza cultural © Foto: Divulgação / wikipedia Varsóvia: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é um desses exemplos de recuperação e riqueza cultural © Foto: Divulgação / wikipedia

Paulo Queiroga / Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O sofrimento infringido à população serviu, mesmo, para fortalecê-la. Hoje, membro da União Europeia, que recebe bem o visitante e aposta no desenvolvimento do turismo.

A Polônia esteve meio estigmatizada. Primeiro, por ter sido dividida, até 1918, entre a Prússia e a Rússia.   E também, por ser o primeiro país a ser ocupado pelas tropas nazistas, que praticamente destruíram toda a capital Varsóvia. E mesmo após a Segunda Grande Guerra, o país ficou submetido ao duro regime soviético até o fim da Guerra Fria em 1989.

Mas, a cultura e as belezas de um país de mais de 10 séculos não se perderam pelas violências vividas pelo seu povo nas guerras. Pode-se dizer até que o sofrimento infringido à população serviu, mesmo, para fortalecê-la e nascer daí uma personalidade muito singular nesta nação, hoje, membro da União Europeia, que recebe bem o visitante e aposta no desenvolvimento do turismo.

A capital Varsóvia, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é um desses exemplos de recuperação e riqueza cultural, a começar pela quantidade de livrarias espalhadas em toda cidade e a infraestrutura de serviços turísticos deste destino, hoje aberto para o mundo.

Os judeus eram muito importantes na Polônia e a maior comunidade judaica da Europa. Estima-se que mais 3,5 milhões viviam ali entre as duas grandes guerras. O Polin, em Varsóvia, é um museu dedicado aos judeus, que retrata mais de mil anos da história judaica. O nome Polin vem de uma lenda antiga, que diz que, tendo sido o povo judeu perseguido em toda a Europa, eles chegaram a uma imensa floresta e ouviram a palavra Polin, que soava como “descanse”’ em hebraico. Então, se estabeleceram ali o que, posteriormente, deu nome ao país e ao museu.

Gastronomia

Outro exemplo de riqueza cultural é sua calórica gastronomia. O suculento pescoço de porco, os embutidos dos mais variados temperos, o pierog, que é um pastel cozido delicioso, as cervejas surpreendentes, o miód, um vinho de mel, e, claro, uma variedade de vodcas, como a conhecida Zubrowka, com 40% de álcool, feita de centeio e aromatizada na garrafa com um talo da chamada a erva do bisonte.

Um dos seus nativos mais célebres é Frederic Chopin. Embora o compositor tenha passado boa parte de sua vida em Viena e Paris, Chopin mereceu um museu, no belíssimo Palacete Ostrogski, onde estão manuscritos, cartas e boa parte de documentos originais de sua biografia.

Varsóvia tem muita área verde, parques e lugares aprazíveis, que lhe convidam a passear a pé pela cidade velha. Na caminhada, vale uma parada no Castelo Real de Varsóvia, construído no século 14, uma construção majestosa e austera, antiga residência oficial dos reis da Polônia e um poderoso centro político polonês, completamente destruído pelos nazistas, reconstruído e reinaugurado em 1984. Hoje, o Castelo Real é considerado um dos principais símbolos da reconstrução da Polônia do pós-guerra.

Ainda no percorrido a pé a gente se encanta com a Coluna de Zygmunt, um dos monumentos mais antigos do norte da Europa. A Basílica de S. João Batista e a Igreja de Nossa Senhora das Graças, uma ao lado da outra, testemunham a religiosidade deste povo e a força da Igreja Católica Romana em sua história.

A Praça do Mercado, como em qualquer lugar deste planeta, é visita obrigatória. A construção do século 12 é ponto de referência e onde ocorre um dos mercados de Natal mais típicos da Europa do Norte. Delimitando o centro histórico ficam as Muralhas de Varsóvia. Construídas no século 14 para proteger a cidade, hoje restam apenas cerca de 10% de sua forma original.

Há voos para Varsóvia com conexões das principais cidades europeias. Se você sair de Roma, tem a opção de voos econômicos, como a Ryan Air, mais baratos até do que os bilhetes de trem.

Varsóvia, diferentemente do que acontece com a maioria dos turistas no Leste Europeu, que apenas passam pela cidade, vale a pena permanecer pelo menos três dias e se encantar com este país e como seu povo hospitaleiro.

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