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Jornal Belvedere Cotidiano Política Phoenix Mineração quer utilizar estrada de Nova Lima para escoar minério
14 Outubro 2010 Escrito por 

Phoenix Mineração quer utilizar estrada de Nova Lima para escoar minério

Empresa estuda a utilização da antiga estrada, conhecida como estrada do Galo, passando por bairros de Nova Lima até o Vale do Sol e à BR 040. Presidente da Câmara, vereador Nélio Aurélio, quer impedir a passagem de caminhões pela cidade.

Um novo embate com a atividade mineradora está prestes a acontecer em Nova Lima. Desta vez, a protagonista é a Phoenix Mineração Ltda. que pretende retirar cerca de 4 milhões de toneladas de minério, num período de quatro anos, de uma mina localizada no bairro Taquaril, em Belo Horizonte, utilizando para escoamento do produto uma antiga estrada, conhecida como estrada do Galo, passando por bairros de Nova Lima até o Vale do Sol e à BR 040.

A informação é do presidente da Câmara de Nova Lima, vereador Nélio Aurélio de Souza (PMDB) que está empenhando em promover um longo debate para impedir a passagem de caminhões pelas estradinhas daquela cidade. Segundo Nélio, a proposta da mineradora é realizar todo o deslocamento do produto até à cidade de Congonhas onde será processado, utilizando um trecho que compreende a estrada da antiga Usina Hidrelétrica de Taquaraçu  - ou Usina de Sabará (em Sabará), passando pela estrada do Galo, pelas comunidades de Bela Fama e Santa Rita, na MG 030 em Honório Bicalho, pela via Rio de Peixe até o Vale do Sereno e deste até a BR 040.

“São 240 carretas por dia, transitando nos dois sentidos, sendo que na ida cada uma levará 27 mil toneladas. Não vamos permitir a utilização desse trajeto em Nova Lima, pois sabemos os estragos que vão ocorrer e o quanto isso vai prejudicar a população. É preciso encontrar uma outra solução para o escoamento desse minério, sem utilizar essas estradas da cidade que não comportariam tamanho prejuízo, pois ficarão completamente comprometidas e estragadas”, relata o presidente da Câmara, que também fala como morador do Vale do Sol, uma das regiões que mais ficará prejudicada com a atividade.

Para Nélio Aurélio, além dos transtornos do fluxo de carretas pesadas há também a questão da depredação das vias, que já são muito frágeis. “Estão falando que haverá uma carreta passando a cada seis minutos, nos dois sentidos, durante 24 horas, num período de quatro anos. Se esse projeto foi aceito pela prefeitura, aqui na Câmara ele ainda não foi totalmente discutido. Nesse momento, Nova Lima precisa divulgar sua vocação para o turismo e sua cultura. Não servir de acesso para passagem de carretas. Esse assunto requer um amplo diálogo com a sociedade, com o poder público, o legislativo municipal e com a empresa responsável. “Não podemos aceitar passivamente o deslocamento dessas carretas por estas estradas tão frágeis e Nova Lima pagar por um passivo que não é dela. Isso é um absurdo”, defende Nélio Aurélio.

O outro lado
Em entrevista ao JORNAL DO BELVEDERE, o empresário Juarez Rabello informou que não se trata de um projeto de mineração, mas de uma atividade de “reabilitação ambiental”, uma espécie de PRAD – Projeto de Recuperação de Área Degradada. Segundo Rabello, a premissa de passar por estradas secundárias visa principalmente minimizar os problemas e os impactos na MG 030 serão mínimos. Ele garantiu que a atividade é licenciada e legal e que não tem “o menor sentido a preocupação por parte de integrantes da Câmara Municipal e de moradores. A estrada é pública e tem capacidade para receber as carretas. Além disso, estamos fazendo um trabalho transparente, com diálogo com a comunidade do Galo e entre as prefeituras de Belo Horizonte e Nova Lima. Vamos passar por uma área externa e já explicamos isso em reunião para moradores da comunidade”, reforça o empresário.

A empresa deve iniciar a atividade mineradora na região dentro de 60 dias. Enquanto isso, moradores do Vale do Sol, de Bela Fama e do Galo já começam a se mobilizar para impedir a passagem das carretas de minério e os impactos ambientais a serem causados na região.

Há também uma frente – coordenada por alguns moradores - contrária a utilização das estradinhas de Nova Lima, cuja defesa se volta para a passagem desses caminhões via Belvedere e Vila da Serra, o que paralisaria de vez o caótico trânsito local.      

 

Empresa queria utilizar estrada de Sabará

Em 2008, o Portal de Sabará noticiou a possível construção do Pronto Socorro na cidade, como medida compensatória da empresa Phoenix Mineração e Comércio Ltda., que pretendia usar a cidade como caminho para o escoamento de minério. Na época, os moradores dos bairros Castanheiras e Roça Grande, em Sabará, se alarmaram com a utilização da estrada MG 262, que receberia grande fluxo de caminhões. Embora o minério de ferro fosse retirado de uma mina na região do Taquaril, pertencente a Belo Horizonte, a previsão naquela época é que os caminhões passariam no Castanheiras e Roça Grande, utilizando a ponte do Rio das Velhas, em direção à MG 262 até a Brivel, onde o minério seria lavado e seguiria para o Anel Rodoviário de Belo Horizonte.

O líder comunitário de Roça Grande, Carlos Alberto Fernandes, chegou a dizer – na época – que as nove mil pessoas no bairro precisariam ser informadas sobre o assunto. E que a ponte de Roça Grande não foi construída para suportar todo o tráfego das carretas, com carga de até 45 toneladas.



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